[Vídeo] Coopervan afirma que Agreste e Sertão podem ficar sem transporte complementar
Presidente da cooperativa afirma que restrição está inviabilizando o transporte de passageiros
Em tom de apelo, o presidente da Cooperativa dos Transportadores Complementares (Coopervan), Marcondes Prudente, afirma que os motoristas alternativos podem desistir de continuar trabalhando, caso não não sejam socorridos pelo governo do Estado.
“Governador Renan Filho olhe para a nossa categoria, nos dê condições de trabalho e também uma linha de crédito para que a gente possa se manter, senão a população vai acabar ficando sem transporte porque está inviável para a gente trabalhar”, afirmou Prudente em entrevista para o 7Segundos.
Segundo ele, a determinação do Estado para que os veículos de transporte de passageiros circulem com lotação máxima de 30% dos assentos não é cumprida à risca e que as demais medidas do decreto da fase vermelha do Plano de Distanciamento Social Controlado fez com que os passageiros “desaparecessem” do transporte complementar.
“Apesar de tudo está havendo bom senso porque, na prática, a gente não está carregando praticamente ninguém. Não andamos nem com 30% nem com 10%, andaríamos com 100% [se houvesse passageiros]. Mas nós estamos parando porque não conseguimos passageiros”, afirmou, explicando ainda que a situação do transporte de passageiros no interior é diferente da Capital, onde os veículos circulam superlotados.
Marcondes Prudente afirma que os motoristas que fazem linha Arapiraca a Palmeira dos Índios estão fazendo rodízio e trabalhando apenas três dias na semana. Ele, que é proprietário de veículo que circula nesta linha afirma que nos últimos dois dias que trabalhou, o valor apurado durante as viagens não cobriram o custo. “Tive que tirar dinheiro do bolso”, falou ele.

Além das medidas restritivas reduzirem o número de passageiros e a determinação de que circulem com apenas 30% da capacidade, o presidente da Coopervan listou ainda outros fatores que aumentam o prejuízo dos motoristas complementares: a alta no preço dos combustíveis, os impostos obrigatórios e o pagamento para utilização dos pontos de parada particulares.
Esses motivos levaram alguns transportadores complementares a deixarem seus veículos guardados na garagem, e se nada for feito, outros motoristas também podem desistir de prestar o serviço.
“O transporte em Alagoas está em colapso, ou seja, quebrado”, afirma o presidente da Coopervan, que faz apelo para que a categoria possa ter uma reunião com o governador Renan Filho e sua equipe de governo. “A cooperativa está buscando diálogo e pedindo ajuda do governo. Ele criou uma linha de crédito para o microempreendedor, pode fazer o mesmo com o transportador complementar”, disse.
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