Por ciúmes da companheira, padrasto tortura e quebra costelas de criança de 5 anos em Pão de Açúcar
Menino teve as nádegas queimadas com ferro de marcar animais e pode ter sofrido violência sexual
Um menino de 5 anos precisou ser submetido a uma cirurgia no Hospital de Emergência do Agreste (HEA) após ter costelas quebradas ao ser torturado pelo padrasto, no município de Pão de Açúcar. Além de espancar, o acusado teria queimado as nádegas da criança com ferrão usado para marcar animais e há suspeitas de que ele pode ter sofrido também violência sexual.
A criança deu entrada no Unidade Mista Dr. Djalma dos Anjos na noite de quarta-feira (21), trazido pela mãe, uma mulher de 30 anos e o proprietário da fazenda onde ela mora, no sítio Mata da Onça, zona rural de Pão de Açúcar. Funcionários do hospital ficaram estarrecidos com a situação do menino, que estava inconsciente quando chegou.
Segundo funcionários da unidade, a mãe relatou que o menino sofreu uma queda de cavalo e depois teria sido pisoteado pelo animal. Mas as queimaduras nas nádegas e outras lesões mais antigas no corpo da criança fizeram o médico plantonista duvidar da versão. Após insistência dele, a mulher confessou que a criança havia sido agredida pelo companheiro dela, Antônio Carlos do Nascimento, 27.
A Polícia Militar foi acionada e a mulher relatou que tem também uma filha mais velha, de nove anos, e que depois que ela passou a se relacionar com o agressor, há seis meses passaram a conviver sob o mesmo teto. Ela contou que a menina também era agredida pelo padrasto, mas que seu filho mais novo sofria agressões diariamente e era mantido sob cárcere privado, porque o agressor sentiria ciúmes da relação entre mãe e filho.
A mulher disse ainda que quando tentava defender os filhos das agressões, também era espancada pelo companheiro. Ela mostrou marcas das agressões nas pernas.
O Conselho Tutelar foi acionado e a Polícia Militar foi até a residência da família. Antônio Carlos e a enteada estavam dormindo quando os policiais chegaram. Ele foi preso em flagrante e não tentou reagir. A guarnição da Força Tarefa 04 encaminhou o acusado para o Centro Integrado de Segurança Pública e ele foi indiciado por cárcere privado; violência, crueldade, opressão e tortura contra a criança; e ainda enquadrado na Lei Maria da Penha.
A criança de nove anos foi deixada aos cuidados do Conselho Tutelar, que a encaminhou para parentes em outro município. Já o menino de cinco anos foi transferido de hospital duas vezes, durante a noite, devido a gravidade dos ferimentos. Após receber os primeiros atendimentos no hospital de Pão de Açúcar, foi levado para o Hospital Regional dr. Clodolfo Rodrigues, em Santana do Ipanema, e de lá, para o Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca.
No início da tarde desta quinta-feira, conforme a assessoria do HEA, o menino já havia passado pela cirurgia e estava aguardado transferência na sala de recuperação pós-anestésica. O quadro de saúde dele naquele momento era considerado estável.
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