Criança torturada: mãe também era espancada e chegou a ser amarrada por agressor
Delegado afirma que agressor confirmou crime e começa a ouvir testemunhas do caso
O caso do menino de 5 anos que sofreu fraturas e queimaduras graves após ser covardemente torturado pelo padrasto em Pão de Açúcar fica cada vez mais chocante. O delegado que está à frente das investigações, Edvaldo Menezes, afirmou que a mãe da criança afirmou que ela e a outra filha dela, uma menina de 9 anos, também eram alvo das agressões e que chegou a ser amarrada com corda pelo acusado, Antônio Carlos do Nascimento, preso em flagrante.
As informações constam no termo de flagrante feito no dia 21 de abril, a partir do relato feito pela mulher à polícia depois que o filho dela deu entrada na Unidade Mista Dr. Djalma dos Anjos. A criança apresentava fraturas, queimaduras graves e corria risco de morte. A filha mais velha, de acordo com ela, também era frequentemente espancada pelo acusado e, que em algumas ocasiões só parava de agredir a criança quando ela desmaiava. As agressões aconteciam, segundo a mulher, porque o agressor tinha ciúmes da relação dela com os filhos.
O delegado Edvaldo Menezes intimou parentes e pessoas próximas às vítimas e deve começar a ouvi-las nesta quarta-feira (28). Nos próximos dias, a mulher deve ser submetida à exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal para verificar se marcas que ela apresenta no corpo são resultado das agressões. A filha mais velha dela, no entanto, não deve ser submetida ao mesmo exame porque, de acordo com a polícia, não apresenta mais marcas visíveis de violência física.
A criança que foi torturada segue internada no Hospital de Emergência do Agreste, teve alta da unidade de terapia intensiva, mas segue recebendo tratamento especializado e sem previsão de alta. Ele foi submetido a procedimento para a retirada de tecido infeccionado nas nádegas, que teriam sido queimadas com ferrão usado para marcar animais, e está tratando também uma fratura na clavícula, resultado do espancamento. O estado de saúde da criança é considerado estável e a situação dele sensibilizou pessoas, que estão encaminhando ao hospital doações de brinquedos para ele.
O delegado informou que, neste momento das investigações, não está previsto depoimento da mãe das crianças. Ele declarou que Antônio Carlos segue preso e confessou as agressões cometidas contra o enteado.
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