Mãe espera gêmeos que dividem coração e não podem ser separados
Casos de gêmeos ligados por partes do corpo são raros, segundo a literatura médica. Estima-se um caso para cada 200 mil nascimentos.
A manicure Arlete do Nascimento Pinheiro, de 22 anos, se aproxima do sétimo mês de gestação com uma dúvida: a de não saber se seus filhos, gêmeos que estão unidos do tórax ao abdômen, conseguirão sobreviver ao parto.
Os irmãos dividem um só coração, e, para os médicos, nesses casos, o risco de morte é alto. De início, a ginecologista da mulher chegou a falar que seria difícil seguir com a gravidez.
Arlete descobriu a gestação gemelar quando estava com 10 semanas e conta que junto com a alegria de descobrir que esperava dois bebês veio o baque sobre o diagnóstico. "Eu fui do céu ao inferno rapidinho. Eu fiquei até sem saber o que falar para a médica na hora. Eu não deixei nem ela terminar de falar e saí da sala chorando", conta a manicure.
Embora a obstetra tenha dado o prognóstico negativo, afirmando que chance de Arlete conseguir levar a gestação adiante era mínima, hoje a mulher está com 26 semanas de gravidez e não teve complicações até o momento, fora algumas dores na região pélvica.
Passado o choque inicial, a mulher conta que ela e o marido começaram a pesquisar tudo sobre bebês ligados por partes do corpo e estão sendo acompanhados por dois médicos de Cuiabá, onde moram há quase dois anos. Os especialistas dizem que, como os gêmeos dividem o mesmo coração, não será possível fazer uma cirurgia de separação.
O fígado deles também é compartilhado, mas, nesse caso, os médicos não veem problema em uma cirurgia para desconectá-los, já que o órgão tem capacidade de regeneração. No dia do parto, uma equipe médica vai acompanhar a cesárea e avaliar se algum procedimento pode ser feito para melhorar a qualidade de vida dos irmãos.
Mesmo em um cenário tão raro, Arlete diz que tem esperanças para os gêmeos. "Eu tenho uma filha de 3 aninhos e é nela que eu encontro força, porque acho que não é justo eu desmoronar sendo que eu tenho ela aqui. Porém, sei que o único que eu posso fazer é correr atrás das consultas, como estou fazendo, e se eles vierem com saúde, o resto a gente vai continuar correndo atrás", afirma.
Em meio às incertezas, Arlete e o marido ainda não escolheram os nomes para os filhos e dizem que tentam não criar tantas expectativas em torno do nascimento.
Casos de gêmeos ligados por partes do corpo são raros, segundo a literatura médica. Estima-se um caso para cada 200 mil nascimentos.
Últimas notícias
Motociclista tem corpo partido ao meio em grave acidente no Sertão
Governo de Alagoas destina R$ 1 milhão ao CRB por meio de emenda
Cabo Bebeto cobra fim das promessas e data para conclusão do aeroporto de Maragogi
Prefs na Área leva serviços públicos ao povoado de São Bento, em Maragogi
Agosto Lilás leva campanha contra violência às mulheres para campo de futebol
Mulher de 54 anos fica ferida após cair de patinete na orla de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
Com mais de R$2,6 milhões destinados por Gabi Gonçalves, Rio Largo autoriza construção do Mundo TEA
