Governo quer vender 100% dos Correios em plano de privatização, diz secretário
A Câmara deve votar até agosto o projeto que quebra o monopólio dos Correios e abre a empresa pública para o capital privado

O plano elaborado pelo Ministério da Economia para a privatização dos Correios prevê a venda de 100% da estatal, informou o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados da pasta, Diogo Mac Cord.
A Câmara deve votar até agosto o projeto que quebra o monopólio dos Correios e abre a empresa pública para o capital privado. Depois, a proposta ainda precisará passar pelo Senado.
Pelo calendário da equipe econômica, é possível publicar o edital de privatização dos Correios até o fim do ano e realizar a operação até março de 2022.
"O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] entrevistou vários players do setor e ficou claro que não querem o governo como uma participação na empresa", disse Mac Cord, ao explicar a decisão de leiloar toda a estatal.
Segundo ele, o governo chegou a estudar diferentes formas de privatização, por exemplo, segregar a empresa por regiões ou até por tipo de serviço. "Mas, se a gente fatiasse, isso poderia comprometer a universalização [do serviço]", afirmou o secretário.
A privatização dos Correios é criticada pela oposição ao presidente Jair Bolsonaro e contestada em manifestações de rua contrárias ao governo, que se intensificaram nos últimos meses.
Líderes da Câmara temem que a venda da estatal irá deixar regiões do país sem o serviço, pois não haveria interesse da iniciativa privada em algumas áreas.
Mac Cord, porém, disse que isso é uma "lenda urbana", já que os Correios deixaram de operar em várias cidades; a empresa não tem capacidade de investimento e, mesmo nos grandes centros urbanos, não prestam serviço em alguns bairros, como favelas.
O secretário afirmou que, se concluída a privatização, a Anatel ( Agência Nacional de Telecomunicações) será responsável pela regulação dos serviços postais. "Ela receberia essa tarefa e iria garantir a universalização", concluiu.
"O papel do governo é na regulação, o que é muito mais eficiente do que na prestação direta", afirmou Mac Cord.
A equipe econômica ainda não tem uma estimativa clara de quanto pode ser arrecadado na venda dos Correios, pois o valor da operação dependerá inclusive do formato final do projeto a ser votado pelo Congresso.
Nesta terça-feira (6), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a proposta que quebra o monopólio dos Correios está na pauta do plenário da Casa, mas a votação só deve ocorrer "entre a segunda quinzena de julho e a primeira de agosto".
O relator do projeto, deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), ainda precisa finalizar o parecer, que sequer foi discutido com o Ministério da Economia e com líderes partidários da Câmara.
Últimas notícias

Entregadores de aplicativos anunciam paralisação de 48 horas no Brasil

Homem ameaça vítima com facão e é levado ao CISP de Taquarana

Após 18 anos, tio é preso por estuprar sobrinha de oito anos, em Maceió

Receita paga lote da malha fina do Imposto de Renda nesta segunda

Caixa conclui pagamento da parcela de março do Bolsa Família

Mega-Sena acumula e vai sortear prêmio de R$ 45 milhões
Vídeos e noticias mais lidas

Alvo da PF por desvio de recursos da merenda, ex-primeira dama concede entrevista como ‘especialista’ em educação

12 mil professores devem receber rateio do Fundeb nesta sexta-feira

Filho de vereador é suspeito de executar jovem durante festa na zona rural de Batalha

Marido e mulher são executados durante caminhada, em Limoeiro de Anadia
