Após ser intubada duas vezes por Covid-19, idosa recebe alta ao som de violino
Guiomar Cândido da Silva ficou mais de 30 dias internada no HEA
O som do violino indicou o caminho para dona Guiomar Cândido da Silva, de 54 anos. Após mais de 30 dias internada no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, ela recebeu alta após se recuperar de Covid-19. E foi ouvindo acordes do violino, aplausos de familiares e de profissionais da saúde, que dona Guiomar deixou a unidade hospitalar nesta terça (6).
O policial militar e artista muito conhecido em Arapiraca, Paulo Cândido, um dos três filhos dela, fez questão de ressaltar a importância dos profissionais do HEA envolvidos no atendimento a dona Guiomar. “Minha mãe foi intubada duas vezes. Nós rezamos, pedidos a Deus e Ele colocou anjos para cuidar dela. E estes anjos trabalham aqui no Hospital de Emergência do Agreste. A equipe do hospital é sensacional. Muito obrigado, muito obrigado”, disse Paulo.
Ele quem comandou os acordes do violino sabendo o quanto a mãe ama a musicalidade. “Posso ficar o resto da vida tocando violino pra ela. Minha mãe merece todas as homenagens do mundo”, enfatizou, enxugando as lágrimas que molhavam o sorriso de felicidade.
Peça Musical – Música, aplausos, sorrisos, cartazes de amor e lágrimas. Foi, praticamente, o enredo de uma peça musical que teve dona Guiomar como personagem principal. Ela, no papel de heroína mais forte que o adversário, deixou os corredores do hospital atravessando um corredor humano acalorado de carinho e amor.

Na última etapa de recuperação na enfermaria, dona Guiomar teve a companhia da sobrinha, Maria das Neves da Silva, que é auxiliar de enfermagem. “Todos os servidores do hospital são maravilhosos. Foram muito atenciosos e carinhosos com ela”, revelou Neves, como é conhecida.
A heroína Guiomar salientou que foi muito bem cuidada neste período de internação. “Obrigada a todos que cuidaram de mim, que oraram pela minha recuperação”, disse.
“A gente, diariamente, vem fazendo reflexões com a equipe para acolher o máximo possível os pacientes. A gente sabe o quanto o isolamento fragiliza emocionalmente e esta forma acolhedora é para estreitar a relação com o paciente e suprir a falta da família no período de internação”, falou Bárbara Albuquerque, gerente-geral do Hospital de Emergência do Agreste.
Nesta peça com final feliz e heroína saindo do hospital com um crucifixo na mão, símbolo da vitória, os anjos, acostumados a tocar arpas no mundo das artes, apreciaram a delicadeza dos acordes do violino.
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