[Vídeo] "Fala aí, Mulher!" Campanha para ouvir as demandas femininas é lançada em Arapiraca
Objetivo é formular novas políticas voltadas ao público feminino a partir das necessidades informadas pelas próprias mulheres
Dentro da proposta do Agosto Lilás, mês de conscientização e combate à violência contra a mulher, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Arapiraca lançou esta semana uma campanha onde o objetivo é ouvir e conhecer as necessidades do público feminino arapiraquense para que a partir das demandas mencionadas através do preenchimento de um formulário feito de forma anônima, se possam elaborar ações voltadas para atender a esse público.
A Superintendente de Políticas para a Mulher, Glauce Kelly, disse que após o início da pandemia, os casos de violência e maus tratos contra a mulher dobraram em relação ao mesmo período de 2020, passando de 200 casos para cerca de 400. “A gente enxerga e interpreta uma relação direta nisso porque o agressor permaneceu mais tempo em casa ao lado da companheira devido ao isolamento social e isso refletiu no aumento dos dados de violência psicológica e física também”, disse a Superintendente.
Glauce Kelly explicou ainda que muitas vezes a necessidade de se qualificar para conseguir algum trabalho fora de casa pode ser um indicativo de que essa mulher também esteja sofrendo algum tipo de violência doméstica e precisa se tornar independente para poder se libertar dessa situação.

Foi a partir da análise de situações desse tipo que surgiu a ideia da elaboração desta pesquisa, explicou a Secretária de Desenvolvimento Social, Fabrícia Galindo. Segundo a secretária, a pessoa que vai responder o formulário não precisa se identificar, facilitando dessa forma, que ela se expresse da maneira que achar melhor para expor seus problemas.
“O formulário com o questionário está disponível no site e das redes sociais da Prefeitura de Arapiraca e também por qrcold, mas, caso essa mulher que queira preencher o formulário não tenha muito conhecimento sobre o mundo digital ou encontre dificuldade em navegar na internet, basta ela ir a um dos nove Cras (Centro de Referência em Assistência Social) de Arapiraca e pedir ajuda a alguma assistente social, que ela será atendida e não precisa dizer o nome nem dar número de documento, nada disso, nós queremos saber o perfil dessa mulher e o que ela acha que pode ser feito por ela para poder agir”, disse a secretária.
Fabrícia Galindo disse ainda que esta pesquisa tem o objetivo também de reforçar todo o aparato da rede pública municipal para proteger e defender as mulheres de Arapiraca, que já contam desde 2021, com os serviços e o apoio do Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv), localizado na Rua Governador Luís Cavalcante, nº 1150, Bairro Alto do Cruzeiro.
Outros canais de denúncia também estão disponíveis através do telefone 180, canal gratuito e confidencial que funciona 24 horas por dia, ou o 190, canal de atendimento da Polícia Militar, além do Disque 100, Telegram, no canal “Direitoshumanosbrasilbot” ou através do aplicativo “Direitos Humanos Brasil” (para iOS e Android).
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