Caso Eliza Samudio: policial é condenado a 22 anos de prisão por homicídio e sequestro
Ele poderá aguardar o julgamento do recurso em liberdade. Sentença saiu por volta das 19h15, desta quinta-feira (26)
O policial civil aposentado José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, foi condenado a 22 anos por homicídio de Eliza Samúdio e também por sequestro do Bruninho, filho do goleiro Bruno com a modelo. O júri terminou por volta de 19h15 desta quinta-feira (26).
O júri começou por volta de 10h desta quarta-feira (25) e teve 13 horas de duração. Nesta manhã, às 9h30, foi retomado. Zezé chegou sozinho ao Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pouco depois das 9h.
Onze testemunhas foram ouvidas, incluindo o goleiro Bruno Fernandes e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que participaram por videoconferência.
O segundo dia de júri começou com o debate entre acusação e defesa. A acusação fala primeiro, seguida pela defesa. Há possibilidade de réplica e tréplica. Após esta etapa, os jurados do conselho de sentença, composto de cinco mulheres e dois homens, se reuniram para decidir o futuro de Zezé.
A denúncia
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, no dia 4 de junho de 2010, Zezé sequestrou Eliza e Bruninho, filho dela com o goleiro Bruno Fernandes, então com quatro meses, com a ajuda do primo do jogador, Jorge Luiz Lisboa Rosa. Segundo o MP, a ação foi acertada com o goleiro e Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Ainda conforme a denúncia, Zezé também ajudou a manter Eliza e o bebê em cárcere privado até o dia 10 de junho, quando a mulher foi assassinada. O policial aposentado teria participado do assassinato dela, ao lado de Marcos Aparecido de Souza, o Bola, e corrompido o então adolescente Jorge Luiz Lisboa Rosa a ajudá-lo a ocultar o cadáver de Eliza.
Caso Eliza Samudio: policial aposentado será julgado por envolvimento na morte da modelo
O MP sustenta ainda que, em 16 de julho de 2011, Zezé e Gilson Costa ameaçaram a testemunha Jaílson Alves de Oliveira dentro da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Belo Horizonte. Jaílson tinha sido companheiro de cela de Bola na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, e, por isso, ficou sabendo de detalhes da morte de Eliza.
A Justiça chegou a decretar a prisão preventiva do policial civil aposentado, em julho de 2015, mas ele não foi encontrado e passou a ser considerado foragido. Em 12 de agosto de 2015, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu habeas corpus a Zezé e deu direito a ele de responder ao processo em liberdade.
Primeiro dia de júri
O primeiro dia do júri popular de José Lauriano de Assis Filho terminou por volta das 23h desta quarta-feira (25). Das 20 testemunhas intimadas, 11 foram ouvidas. As outras nove foram dispensadas.
O último a depor foi o réu, ouvido por duas horas. Ele respondeu a todas as perguntas e negou a participação no crime.
O advogado de defesa Urano Nunes de Queiroz Neto avaliou o primeiro dia do júri.
"Ninguém ganha em um júri. Todo mundo perde, a família da vítima... o que o Ministério Público impõe não é vitória. Nem a absolvição da defesa se torna vitória. Todos perdem. O desgaste é muito grande e o sentimento de injustiça também é muito grande", descreveu.
Outros envolvidos
O goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime e reduzida pela confissão do jogador.

Eliza Samudio e o goleiro Bruno Fernandes — Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal / TV Globo
Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, foi condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado, em 2012.
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio e por ocultação do cadáver.
Elenilson da Silva e Wemerson Marques, o Coxinha, foram condenados por sequestro e cárcere privado do filho de Elisa Samudio em 2013. A pena de Elenilson foi de três anos em regime aberto, e a de Wemerson, de dois anos e meio também em regime aberto.
Fernanda Castro, que era namorada de Bruno, foi condenada, em primeira instância, a três anos de prisão, mas a pena foi substituída por prestação pecuniária e de serviços à comunidade.
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