Funkeiro MC Black, encontrado morto em praia de Fortaleza, planejava primeiros shows para dezembro
MC Black havia ido à Praia de Iracema gravar conteúdos para as redes sociais quando sumiu
O funkeiro Ytalo Oliveira de Queiroz, o MC Black, encontrado morto na Praia da Leste-Oeste, em Fortaleza, nesta quarta-feira (24), estava planejando seus primeiros shows da carreira para dezembro. Conforme a família e amigos do jovem de 20 anos, ele havia ido à Praia de Iracema na segunda-feira (22) gravar conteúdos para as redes sociais.
Ytalo estava preparando seu lançamento na indústria musical e ainda gravava músicas e as lançava em um canal no YouTube. A conta "MC Black fortal oficial" possui cinco músicas postadas e até esta quarta-feira estava com 194 inscritos.
A música mais recente, "Filha do Polícia", que conta com mais de 400 visualizações, foi lançada há cerca de um mês.
DESAPARECIMENTO
Ao Diário do Nordeste, uma prima da vítima disse que, na segunda-feira, ele pediu emprestado uma motocicleta da ex-cunhada para sacar dinheiro e foi da Granja Portugal, onde morava, até a praia.
Uma amiga de MC Black, preocupada com o sumiço, foi no mesmo dia ao encontro dele na Praia de Iracema. Ela encontrou a moto do rapaz via um aplicativo de rastreamento, mas ele já não estava mais local.
As informações colhidas na região onde Ytalo morava dão conta ainda que a amiga questionou as pessoas que estavam na praia sobre o paradeiro dele.
Ela foi informada que o MC foi visto com dois homens, que estavam o ameaçando com pedaços de pau, antes de entrar em um carro e sumir.
ESPERANÇA
"Até ontem (terça-feira, 23/11), nós estávamos com esperança. Hoje, a gente já amanheceu com a notícia", afirmou uma prima.
Outra prima do jovem contou à reportagem que o corpo dele foi encontrado por surfistas que estavam na praia da Leste-Oeste.
A família o reconheceu por causa de uma tatuagem, de cicatrizes e de um anel. Os parentes revelam ter identificado sinais de tortura no MC. Ytalo completaria 21 anos no fim deste mês.
SUSPEITA DE CAPTURA POR FACÇÃO
De acordo com a família, ele teria sido capturado por integrantes de uma organização criminosa e colocado no porta-malas de um carro, pois estava em um "território rival". Embora respondesse por roubo, garantem os parentes, ele não tinha envolvimento com o crime.
O bairro onde o jovem morava é dominado por um grupo e o local onde ele foi visto pela última vez, por outro, segundo a família dele.
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