Farra sexual com mulheres e chefes de facção dentro de presídio derruba diretores de unidade
As visitas íntimas irregulares ocorreram em Bangu 4 no dia 23 de dezembro
Uma "farra sexual" entre mulheres e chefes de uma facção criminosa em uma unidade prisional do Rio terminou com dois diretores exonerados nesta terça-feira (11).
Além do diretor e do subdiretor, um chefe de segurança também foi exonerado. Outros seis servidores que estavam de plantão naquele dia serão transferidos para outros presídios fora de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.
A " farra" ocorreu na Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4), no dia 23 de dezembro de 2021. O benefício teria ocorrido depois do pagamento de propina a policiais penais. A Secretaria de Administração Penitenciária investiga o caso.
Os presos que participaram, segundo as investigações, foram membros do Terceiro Comando Puro, incluindo chefes da facção criminosa
Marcelo Santos das Dores , o Menor P, chefe do tráfico do Complexo da Maré
Anderson da Silva Verdade, o Bamba, chefe do tráfico do Para Pedro, em Colégio
Thiago de Souza Cheru, o Dorei , gerente do Complexo de São Carlos
Thiago Rodrigues da Silva, o TH ou Gordão, gerente da Favela da Quitanda, em Costa Barros
Luís Alberto Santos de Moura, o Bob, chefe do tráfico do Caju
Luís Augusto Ribeiro Campos, o Tribolado, gerente da Cidade Alta
Juliano, o Juliano da Vila, gerente da Vila aliança, em Bangu
Emerson Brasil da Silva, o Raro, chefe do tráfico do Morro da Pedreira, em Costa Barros
Dourado, maior matuto do Paraná, que está na galeria de TCP por ser amigo e fornecedor do Capilé, do Acari

Bob do Caju, preso em 2017
Todos os presos, tirando Luiz Alberto Santos de Moura, o "Bob do Caju", tinham registros de entradas de visitantes adotados no livro de visitas feminino.
Os nove presos suspeitos de visita íntima irregular serão transferidos para o presídio Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1).
INVESTIGAÇÕES
A Secretaria de Administração Penitenciária recebeu a denúncia na primeira semana do ano.
De acordo com o mapa de Parlatório, houve 15 visitas íntimas no dia 23 de dezembro. Posteriormente, imagens indicaram que pelo menos 27 mulheres estiveram na galeria destinada às visitas íntimas dos presos.
A Seap investiga se os presos entraram nas galerias para receber a visita de pátio, mas foram em seguida direcionados para a visita íntima.
Na última sexta-feira (7), o juiz Bruno Rulieri, da Vara de Execuções Penais (VEP) determinou uma busca e apreensão na unidade para apurar a entrada irregular de mulheres para os chefes do tráfico.
Os presos foram colocados em isolamento após determinação da Corregedoria da secretaria.
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