Piranhas (AL) recebe abertura da V Expedição Científica do Baixo São Francisco
Objetivo é traçar um panorama sobre o rio e promover ações para melhorar as condições ambientais no Velho Chico
A abertura da 5ª edição da Expedição Científica do Baixo São Francisco ocorreu nesta quinta-feira (03) no belo e histórico município de Piranhas, em Alagoas, mais precisamente no Centro Cultural Miguel Arcanjo de Medeiros. O evento teve em sua abertura a Filarmônica Mestre Elísio, e os músicos tocaram canções alusivas ao Velho Chico, e também a artistas nordestinos. A abertura da expedição contou com a presença do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Maciel Oliveira, membros do Comitê, integrantes da Agência Peixe Vivo, reitores e outros representantes de instituições de ensino superior, além de prefeitos, vereadores, órgãos estaduais e federais.
Formaram a mesa de abertura autoridades de todo o país, dentre elas o ministro de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Alvim; o reitor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Josealdo Tonholo; o coordenador da V Expedição Científica do Baixo São Francisco, Emerson Soares; o presidente do CBHSF, Maciel Oliveira; e também o prefeito de Piranhas (AL), Tiago Freitas; dentre outras. Na abertura, se observavam sorrisos de satisfação e alegria por iniciar um evento que cresce mais a cada ano e que tem trazido grandes benefícios à população ribeirinha, por meio de pesquisas que visam melhorar a qualidade das águas do Rio São Francisco.
Os discursos dos representantes que fizeram parte da mesa nesse início de expedição foram só de agradecimento e parabenização. Emerson Soares, professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e coordenador da Expedição Científica, agradeceu a todos os parceiros que fazem parte da equipe pelo empenho e às instituições que acreditam neste grande evento científico. “Agradeço a todos pela dedicação desde o princípio a este evento em defesa do Velho Chico. Agradeço ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco por acreditar neste trabalho. Nada disso seria possível sem o apoio de vocês. Juntos poderemos mudar a realidade desse rio que está passando por dificuldades”, disse.

Integrantes da expedição. Foto: assessoria
Maciel Oliveira, presidente do CBHSF, pontuou que é extremamente importante e emblemática a presença do ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Alvim, na abertura da V Expedição Científica. “Este evento, que tem o apoio de universidades federais e outras instituições, precisa se alinhar cada vez mais com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) para o monitoramento das nossas águas. Gostaria de pontuar a presença da vice-reitora, Eliana Cavalcanti, que ficará presente na embarcação durante todos os dias da expedição e isso é incrível, e a satisfação de ter o reitor da UFAL, Josealdo Tonholo, conosco. Quero saudar o Emerson Soares, o José Vieira e a Themis Silva que coordenam a expedição e fazem desse trabalho uma grande realização dentro dos pilares da ciência, educação e saúde. Informo que já colocamos a Expedição Científica em nosso Planejamento Orçamentário Anual (POA) de 2023, pois entendemos sua importância do ponto de vista social, ambiental e educacional. Eu não tenho dúvidas de que o evento será um sucesso”.
Mais avaliações
Unindo-se às outras instituições, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) atuará na Expedição por intermédio dos pesquisadores nas áreas de arqueologia subaquática e de antropologia. É importante citar que neste ano foi firmada uma parceria onde os pacientes que forem atendidos pela equipe do barco da saúde, nos municípios sergipanos, serão encaminhados para o Hospital Universitário da UFS. Segundo o reitor Valter Joviniano, estar na Expedição é uma grande honra. “As universidades são transformadoras e queremos fazer parte desse processo. Estamos aqui juntos com o intuito de realizarmos as atividades necessárias que irão colaborar para o sucesso do evento”.
De acordo com o Josealdo Tonholo, reitor das UFAL, o rio é fonte de vida. “Estamos trabalhando na Expedição para resgatar a vida no seu entorno, na terra, onde for possível. A Expedição trata de água, de vida e estamos nessa luta a favor dela”. A vice-reitora da Universidade, Eliane Cavalcanti, vai além. “Ser carranca não é só espantar os maus espíritos do rio, ser carranca é ser resistente, ser diferença, ser carranca é ser expedicionário”, comentou de forma direta e assertiva.
Já o ministro Paulo Alvim citou que nós, brasileiros, chegamos e sobrevivemos até agora porque temos a capacidade de sermos resilientes. “Nós, da ciência e tecnologia, não podemos parar de pesquisar, e essa Expedição Científica que tem o mote, de que ‘ciência, educação e saúde’ é fundamental, pois traz a preocupação com os territórios, com os biomas e com as bacias hidrográficas. Precisamos ter um olhar diferenciado e temos papel fundamental nisso. O papel da universidade vai para além dos muros e é necessário transformar”.

Uma das embarcações utilizadas pela expedição. Foto: assessoria
Atividades iniciais
Neste primeiro dia de Expedição Científica, os 66 pesquisadores iniciaram suas atividades, cada um em sua área, em sua especificidade. O oceanário do SESC do Distrito Federal marcou presença e recebeu diversos alunos das escolas municipais de Piranhas, bem como integrantes da secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) de Alagoas, que realizaram plantoterapia e jogos educativos com os estudantes. Houve peixamento realizado pela equipe da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e, em paralelo, a análise de peixes que encontram-se no Rio São Francisco.
Além disso, o presidente do CBHSF, Maciel Oliveira, e Altino Rodrigues Neto, coordenador da Câmara Consultiva Regional do Alto São Francisco (CCR Alto), acompanharam a entrega de material educativo, como livros e data show, e também visitaram a fossa agroecológica na Escola Municipal Frei Damião, que fica na comunidade de Passagem do Meio. Maciel e Altino ainda visitaram, acompanhados pela equipe da UFAL, a Escola Municipal Luiz Tertuliano e viram a fossa ecológica em seu estágio inicial. Foram, ainda, no Distrito de Piau e acompanharam a entrega de implementos agrícolas, como o tratorito adaptado à agricultura familiar. “As fossas ecológicas são alternativas de saneamento rural que foram construídas de forma sustentável e têm trazido grandes benefícios às comunidades”, disse Maciel Oliveira.
Próximas atividades e cronograma
A Expedição agora segue seu curso, até o próximo dia 12, de acordo com o seguinte cronograma:
04/11 – Pão de Açúcar (AL);
05/11 – Gararu (SE) e Traipu (AL);
06/11 – São Brás (AL);
07/11 – Propriá (SE);
08/11 – Igreja Nova (AL) e Chinaré;
09/11 – Penedo (AL);
10/11 – Piaçabuçu (AL);
11/11 – Foz do São Francisco e Brejo Grande (SE);
12/11 – Encerramento da Expedição Científica em Penedo (AL)
Realização
A Expedição Científica do Baixo São Francisco é uma realização da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) que tem investimentos do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH/AL), Codevasf e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal). Teve também o apoio da Agência Peixe Vivo, Tanto Expresso, Fundepes, ICMBio, Emater(AL), Hanna Instruments, Colgate, Rotary Club Arapiraca, Grupo Coringa, Andrade Distribuidor LTDA e das seguintes instituições de pesquisa: UFRPE, UFBA, Unir, UFPB, UFS, INPI, UEFS e do IEAPM.
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