Torcedora do ASA relata importunação sexual no estádio durante a semifinal em Arapiraca
Direção do clube emitiu nota de repúdio contra o episódio
Uma torcedora do ASA relatou ter sofrido importunação sexual na partida contra o Murici, na noite do sábado (18), no Coaracy da Mata Fonseca. O vídeo em que a jovem narra o ocorrido viralizou e a direção do clube emitiu uma nota de repúdio em defesa da vítima.
A jovem relata que, como em todas as partidas que frequenta no estádio Coaracy da Mata Fonseca, estava no mesmo setor da arquibancada, acompanhada do esposo e de um grupo de amigos quando foi importundada por um outro torcedor do alvinegro.
"Fui assediada em campo e não foi feito nada a respeito disso. Nós estávamos perto da grade e meu marido estava no alambrado. Ele veio e disse, 'Oi', e foi encostando em mim. E eu falei: oi nada, passe reto. E ele veio encostando em mim, ficou bem próximo como se quisesse me encostar na grade. Eu falei: passe reto, e ele começou a me xingar", contou a vítima.
A situação acabou acirrando os ânimos do agressor, que estava acompanhado por outro homem, do marido dela e de outras pessoas que acompanhavam o casal. Pouco depois policiais militares chegaram até o local, mas o assediador teria novamente proferido xingamentos em direção à vítima e permaneceu até o final do jogo próximo onde ela estava.
"Falei para o policial que ele me assediou e ele falou assim: 'o mesmo direito que você ficar no campo, ele também tem'. E eu me pergunto, o assediador, o estuprador tem direito de estar no mesmo lugar que uma mulher? e se eu estivesse sozinha? ele teria direito de me encurralar? Teve uma hora que ele [o assediador] ainda disse para o esposo: 'você não sabe tomar conta da sua cachorra?' na frente do policial, que não fez nada", disse.
Apesar de a vítima ter utilizado o termo "assédio" para se referir ao ocorrido, o caso foi de importunação sexual, que é quanto o agressor pratica qualquer conduta para satisfazer desejos próprios sem o consentimento ou contra a vontade da vítima. Já o assédio acontece dentro de um contexto onde há hierarquia ou relação de poder entre agressor e vítima. Importunação sexual é crime, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão.
Na manhã desta segunda (20), a direção do ASA emitiu uma nota de repúdio em defesa da vísitma, informando que a torcedora está com o departamento jurídico do time à disposição da lidar com o ocorrido. Confira o texto abaixo:
Nota de repúdio
A Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA) repudia, com muita indignação, os supostos episódios de importunação sexual sofrida por uma torcedora alvinegra na disputa da semifinal do Campeonato Alagoano, no sábado (17), nas dependências do estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.
O presidente executivo do clube, Rogério Siqueira, já procurou a vítima e colocou o Departamento Jurídico do GIGANTE à inteira disposição da torcedora para que os acusados sejam devidamente punidos nos termos da lei. Um encontro entre o presidente e a jovem já está agendado para os próximos dias.
O ASA, ainda, espera que os acusados, comprovada a importunação sexual, sejam pedagogicamente responsabilizados criminalmente por tais atos, e que a justiça aja no sentido de desestimular novos casos do tipo em jogos do clube em Arapiraca ou em qualquer outro lugar do país.
O GIGANTE lembra que as mulheres são parte significativa de sua imensa torcida e entende que o lugar delas é onde elas quiserem – sem, por isso, serem alvo de importunação de qualquer natureza.
Ao lado de sua torcedora, o ASA irá às últimas consequências para que os responsáveis, comprovados os fatos, paguem por suas ações.
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