Mauro Cid deixa a prisão após Moraes homologar delação premiada
Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro estava preso desde o dia 3 de maio
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, já deixou a prisão no Batalhão do Exército de Brasília após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, homologar a sua delação premiada dele. No mesmo despacho, o magistrado informou que a liberdade provisória do militar terá de cumprir medidas cautelares alternativas como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de estar fora de casa à noite e aos finais de semana. A informação foi divulgada pela GloboNews.
Cid foi visto dentro do batalhão sendo acompanhado por militares com uma camisa polo azul e uma calça jeans. Moraes foi responsável por conceder a liberdade provisória ao militar, em atenção a um pedido da defesa do militar. Segundo o ministro, a manutenção de preventiva de ex-ajudante de ordens de Bolsonaro não é necessária, considerando o "encerramento de inúmeras diligências pela Polícia Federal e a oitiva do investigado, por três vezes".
O ministro, no entanto, vinculou a soltura ao cumprimento de uma série de medidas cautelares, a começar pelo uso de tornozeleira eletrônica. O tenente-coronel também está proibido de deixar o País, teve seu passaporte cancelado e foi afastado de suas funções no Exército.
Da mesma forma, Cid está proibido de se comunicar com outros investigados e de usar as redes sociais. Terá de se apresentar todas as segundas-feiras ao juízo de execuções de Brasília, a começar do próximo dia 11. Está proibido de deixar a capital federal, devendo ficar em recolhimento domiciliar durante as noites e os fins de semana. Também teve suspensos eventuais porte de armas e registro de CAC.
Também neste sábado, 9, o ministro homologou a delação premiada de Mauro Cid, que pode levar os investigadores a sanarem lacunas e avançarem nas apurações mais sensíveis que miram o ex-presidente Bolsonaro. Como mostrou o Estadão, o ex-ajudante de ordens é peça-central nos inquéritos que se debruçam sobre os ataques às urnas eletrônicas, os atos golpistas, as fraudes no cartão de vacinação do ex-chefe do Executivo e o suposto esquema de venda de joias e presentes entregues a Bolsonaro.
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