[Vídeo] Família e amigos de empreendedora morta em colisão de trânsito fazem protesto pedindo por justiça
Manifestantes querem que motorista responda judicialmente pela morte
Os familiares e amigos da empreendedora Adeilze Félix Pacheco, que morreu ao ser atingida por um carro em alta velocidade no último dia 03 de agosto, fazem um protesto na manhã desta segunda (12), pedindo à Justiça para que a motorista responsável pelo acidente responda judicialmente pela morte. Veja o vídeo ao final da matéria.
Ricardo Pacheco, parente da vítima, contou que ela foi o terceiro membro da família que morreu vítima de ocorrências de trânsito. "O pai e outro irmão também morreram em outros dois acidentes ocorridos anos atrás e não deu em nada juridicamente. Então não podemos deixar que com a morte da Adeilze aconteça a mesma coisa. Nós queremos justiça", declarou.
Segundo ele, a família contratou um advogado para acompanhar o caso.
A manifestação teve início na calçada do Fórum de Arapiraca. Carregando cartazes, faixas e usando camisetas com a foto da vítima, eles seguiram em direção do Centro, com o objetivo de mobilizar a opinião pública. O grupo ficou concentrado na praça Marques da Silva, e fazem uma ação pacífica, chamando a atenção dos condutores que param no semáforo.
(continua após a foto)

Relembre
Adeilze tinha 44 anos, era mãe de duas meninas e um menino autista e trabalhava produzindo salgados, que vendia para lanchonetes da cidade. Ela estava trafegando em uma bicicleta para fazer uma entrega de lanches no bairro Bom Sucesso na noite em que foi morta.
A vítima estava atravessando a AL-220 na faixa de pedestres, pouco depois de um quebra-molas, quando foi atingida por um carro de passeio em alta velocidade. Segundo informações, o corpo da vítima foi arrastado por aproximadamente 50 metros depois do local do impacto. Adeilze morreu na hora.
Várias pessoas presenciaram a colisão e filmaram a condutora deixando o local do acidente sem prestar socorro à vítima. Algumas testemunhas acionaram a polícia e um motociclista passaram a seguir o veículo, que bateu em uma placa e só parou nas proximidades de um posto de combustíveis, quando a condutora foi detida.
Liberdade provisória
A motorista foi submetida ao teste do bafómetro, que constatou que ela estava sob o efeito de álcool, e foi presa em flagrante. A mulher, no entanto, deixou a Central de Polícia na manhã seguinte, para responder a inquérito policial em liberdade.
O advogado dela teria alegado que o teor alcóolico presente no teste do bafômetro seria resultado do uso de enxaguante bucal pela motorista, que não teria parado no local do acidente para prestar socorro à vítima porque passou a ser seguida por uma testemunha e temia pela sua segurança.
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