Operação Mata Atlântica: ação é concluída com mais de 800 hectares embargados em Alagoas
Exploradores ficam terminantemente proibidos de desenvolver atividades nas referidas áreas
Com o propósito mantido de proteção ao meio ambiente, evitando que seja afetado por qualquer tipo de degradação, o Ministério Público de Alagoas (MPAL), coordena anualmente, por meio da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, a Operação Mata Atlântica desencadeada para o combate ao desmatamento.
A ação acontece em parceria com o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto do Meio Ambiente (IMA), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério Público Federal (MPF). Neste ano, o total de áreas embargadas ultrapassou os 800 hectares e as multas chegaram a quase R$ 6 milhões.
Em 2024, ao todo, a operação definiu 75 alvos e confeccionou 67 autos de infração. No relatório final consta que fora da Área de Preservação Permanente (APP) 787, 09 hectares sofreram embargos; outros 45,33 foram feitos dentro da área. O somatório atinge, portanto, o número de 832,42 hectares embargados. Por tais irregularidades, as multas chegaram a um valor de R$ 5.639,910,00.
Individualizando as abordagens, em 2024 o IMA fiscalizou 33, emitiu 20 autos de infração, embargou fora da APP 329,14 hectares e dentro da APP mais 15,86, totalizando 345 áreas embargadas pelo referido órgão e culminando em multa que perfizeram o valor de R4 2.439.410,00. Enquanto o Ibama inspecionou 42 alvos, fez 47 autos de infração, embargou dentro da APP 457,95 hectares e, dentro da APP, outros 29,47, contabilizando 487,42 hectares embargados e a aplicação de R$ 3.200.500,00 em multas.
O promotor de Justiça Alberto Fonseca, titular da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, ressalta os impactos que o desmatamento causam ao tempo em que avalia os resultados da Operação Mata Atlântica.
“A importância de ações como as realizadas na Operação Nacional Mata Atlântica se dá no sentido dos efeitos da devastação do planeta ocasionada pelos desmatamentos. Estas já se fazem sentir através dos impactos gerados pelas mudanças climáticas abruptas, com drásticas consequências na perda de biodiversidade e habitats, acarretando o decremento dos serviços ecossistêmicos que a natureza oferece gratuitamente à humanidade, colocando em risco a vida do homem e demais seres vivos”, afirma o promotor de Justiça.
Com os termos de embargos e os autos de infração aplicados, os exploradores ficam terminantemente proibidos de desenvolver atividades nas referidas áreas.
Em maio de 2024, a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, no estado coordenada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), embargou 1.025 hectares de terra nos municípios de Craíbas, Girau do Ponciano, Jaramataia e Traipu, por desmatamento de vegetação nativa.
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
João Vicente explica escolha de Tino Marcos para novo projeto do Porta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
