'Só quem sobreviveu à violência sexual sabe', diz advogada sobre médica que matou ex-marido em Arapiraca
Júlia destacou que a morosidade do Judiciário contribui para situações de conflito: 'A justiça, quando é lenta, não pode ser chamada de justiça'
A advogada e influenciadora jurídica Júlia Nunes Santos se pronunciou, nesta segunda-feira (17), sobre o caso da médica Nádia Tamires, que matou a tiros o ex-marido, o também médico Alan Cavalcante, em Arapiraca. Em uma série de vídeos publicados nas redes sociais, ela comentou o episódio, que ganhou grande repercussão em Alagoas, e citou pontos sobre violência sexual, medidas protetivas e a lentidão do sistema de Justiça.
Nos stories, Júlia afirmou ter recebido diversas marcações de seguidores pedindo que analisasse a situação. Ela mencionou que, segundo relatos que chegaram ao conhecimento público, a médica havia denunciado o ex-companheiro por violência sexual contra a filha do casal, ainda pequena. A jurista citou, entre as informações divulgadas, o relato de que a mãe teria testemunhado um dos atos.
Durante a fala, Júlia destacou que a morosidade do Judiciário contribui para situações de conflito. “A justiça, quando é lenta, não pode ser chamada de justiça”, afirmou. Segundo ela, a demora faz com que casos envolvendo violência e medidas protetivas avancem sem respostas rápidas, deixando vítimas expostas a riscos.
A advogada enfatizou que não conhece o processo e disse estar à disposição para analisar a documentação, caso necessário. Ela também observou que Nádia está sendo acompanhada por um profissional conhecido na advocacia local.
Em outro trecho dos vídeos, Júlia afirmou que, se as denúncias de violência sexual contra a criança se confirmarem, declara apoio à mãe. Mas ponderou que, se não houver comprovação das acusações e se o caso envolver apenas uma disputa após o fim da relação, a responsabilização legal deve ser mantida. “Meu compromisso é exclusivamente com a verdade”, disse.
A jurista também afirmou que sua atuação não tem relação com defesa de mulheres por gênero, mas com a busca por igualdade e apuração correta dos fatos. Ela citou exemplos de casos em que contestou denúncias consideradas inconsistentes, reforçando que não apoia falsas acusações.
Ao final, Júlia afirmou que, se houver confirmação de violência contra a criança, prestará apoio público à médica. Ela também disse que a agilidade das autoridades poderia ter evitado o desfecho ocorrido no domingo (16), quando Nádia matou o ex-marido em frente a uma unidade de saúde na zona rural de Arapiraca.
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