Brasil

Michelle Bolsonaro critica desfile com latas na Sapucaí: “Fé exposta a escárnio”

Ex-primeira-dama disse que país é laico, mas laicidade “não autoriza zombaria, nem humilhação”

Por Metrópoles 16/02/2026 12h12
Michelle Bolsonaro critica desfile com latas na Sapucaí: “Fé exposta a escárnio”
Evangélica, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou fortemente o desfile - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A oposição voltou as críticas e possibilidade de ações judiciais em ala específica da escola Acadêmicos de Niterói que tratou de “neoconservadores em conserva”. A agremiação entrou na Marquês de Sapucaí nesse domingo (15) com uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e provocações ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), retratado como palhaço na prisão.

Evangélica, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou fortemente o desfile. “A fé cristã foi exposta ao escárnio em nome da cultura travestida de politicagem. Dizem que nosso país é laico, mas laicidade não autoriza zombaria, nem humilhação”, disse.

Michelle argumentou que apesar de o estado ser laico, a laicidade “não autoriza zombaria, nem humilhação”. A ex-primeira-dama ainda pediu que a Frente Parlamentar Evangélica se manifeste sobre o episódio.

Outros políticos, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Damares Alves (Republicanos-DF), também citaram a ala que retratou conservadores em “conserva”. O grupo classificou o retrato de famílias em latas de conserva como “inaceitável”.

Escola de samba explica a ala


A escola Acadêmicos de Niterói explicou que os “neoconservadores em conserva” representam o grupo dos que fazem oposição ao presidente da República, mais especificamente seguidores da direita bolsonarista.

A fantasia da ala trouxe uma lata de conserva, com uma defesa “família tradicional”, formada exclusivamente por um homem, uma mulher e os filhos. Na cabeça dos componentes, foi exibida uma variação de elementos para elencar diferentes grupos que “representam o neoconservadorismo”.

A escola retratou os seguintes exemplos: os representantes do agronegócio (na figura de um fazendeiro), uma mulher de classe alta (perua), os defensores da Ditadura Militar e os grupos religiosos evangélicos.