'Choveu dois meses em dois dias', diz coordenador da Defesa Civil sobre enxurrada em Piranhas
Município deve decretar situação de emergência nesta segunda-feira (2)
A cidade de Piranhas, no Sertão de Alagoas, registrou em apenas dois dias o volume de chuva esperado para dois meses, segundo informou a Defesa Civil estadual. O temporal provocou destruição, danos à estrutura pública e levou o município a preparar o decreto de situação de emergência.
Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (2) à TV Pajuçara, o coordenador da Defesa Civil de Alagoas, Coronel Moisés Melo, detalhou o cenário encontrado após visita técnica à cidade.
“Estivemos in loco ontem e conseguimos observar o dano público que foi causado. Choveu o dobro do que era esperado para o mês, o correspondente a dois meses em apenas dois dias”, afirmou.
De acordo com o coordenador, o município deve oficializar ainda nesta segunda-feira o decreto de situação de emergência. A medida permitirá maior agilidade na contratação de serviços emergenciais e facilitará o acesso a recursos estaduais e federais para a recuperação das áreas atingidas.
As equipes do Governo do Estado permanecem em Piranhas para avaliar a extensão dos prejuízos e definir as ações prioritárias. Segundo Moisés Melo, a determinação do governador Paulo Dantas é garantir todo o suporte necessário ao município.
“A orientação do próprio governador Paulo Dantas é de dar toda estrutura necessária, inclusive as equipes do governo do Estado estão em Piranhas para avaliar todos os problemas causados, para poder restabelecer o município o mais rápido possível”, destacou.
Apesar da intensidade da chuva e dos danos estruturais registrados, o número de desalojados é considerado baixo até o momento. A Defesa Civil segue monitorando a região e acompanhando as condições climáticas, enquanto a prefeitura organiza o levantamento oficial dos prejuízos para encaminhamento aos órgãos competentes.
A forte chuva atingiu área urbana e destruiu parte do Centro Histórico de Piranhas. Um trecho da ponte que liga o município alagoano a Canindé do São Francisco, em Sergipe, cedeu, obrigando motoristas e motociclistas a buscarem rota alternativa. Além disso, de acordo com a Defesa Civil estadual, cerca de 20 pessoas estão desabrigadas e foram acolhidas no Centro Municipal de Convivência.
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