Suspeito de matar empresária alagoana segue internado após cirurgia em hospital de Sergipe
Homem de 37 anos permanece na Ala Vermelha do Huse, sob cuidados médicos, após ser encontrado ferido em hotel de Aracaju
Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, continua internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), em Aracaju, após ser encontrado ferido dentro de um quarto de hotel, no último domingo (22). Ele é apontado como principal suspeito de ter matado a empresária alagoana Flávia Barros, de 38 anos.
De acordo com o boletim médico mais recente, divulgado nesta segunda-feira (23), Tiago permanece na Ala Vermelha da unidade hospitalar, onde recebe acompanhamento contínuo de uma equipe multidisciplinar. Ele foi submetido a um procedimento cirúrgico após avaliação das equipes de Cirurgia Geral e Neurocirurgia. O estado de saúde, no entanto, não foi detalhado oficialmente.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe informou que o paciente deu entrada na unidade com ferimento provocado por arma de fogo e segue sob cuidados intensivos. A pasta reforçou que ele continua em observação médica, sem previsão de alta.
A arma utilizada no crime foi apreendida pelas autoridades. Segundo a polícia, o revólver apresentava seis munições já deflagradas e outras seis intactas. Todo o material foi encaminhado para perícia, que deve contribuir para esclarecer a dinâmica dos disparos.
O caso envolve a morte de Flávia Barros, natural de Piranhas, em Alagoas, e empresária atuante em Paulo Afonso, na Bahia. Ela estava hospedada no mesmo hotel que Tiago, com quem mantinha convivência, e havia compartilhado momentos de confraternização nas redes sociais poucas horas antes do crime.
Tiago exerce a função de coordenador no Conjunto Penal de Paulo Afonso, unidade vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap-BA). Em posicionamento oficial, o órgão informou que ele não possuía registros de processos administrativos disciplinares e mantinha histórico funcional considerado regular.
As investigações iniciais indicam que o suspeito teria efetuado disparos contra a empresária e, em seguida, atentado contra a própria vida. O caso segue sendo apurado pelas autoridades. Caso o feminicídio seja confirmado e o suspeito sobreviva, ele poderá responder por crime hediondo, com pena que pode chegar a 40 anos de reclusão.
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