Estupro por R$ 10: suspeitos e avó de criança são denunciados em Junqueiro
Denúncia foi feita pelo MPAL no último dia 24 de março
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) informou na tarde desta segunda-feira (30) que ajuizou denúncia, no último dia 24 de março, contra dois homens acusados de estupro de vulnerável, além da avó da vítima, apontada por omissão diante dos abusos no município de Junqueiro, no interior alagoano. De acordo com a denúncia, a criança de apenas 10 anos era transformada em moeda de troca e violentada repetidamente, exposta à própria dor, mediante o pagamento de pequenas quantias em dinheiro.
Segundo a denúncia assinada pelo promotor de Justiça. Paulo Roberto Alves, os crimes ocorreram de forma reiterada e em contexto de extrema vulnerabilidade. Um dos denunciados, tio paterno da vítima, pagava cerca de R$ 10,00 à avó e à própria criança para praticar os abusos. Já o segundo acusado, um vizinho, também é apontado como autor de violência sexual contra a menor, mediante pagamentos que variavam entre R$ 2,00 e R$ 10,00. Há ainda a menção a um terceiro homem, identificado, porém, que não foi localizado até o momento.
As investigações revelam que a avó, responsável legal pela guarda da menina, tinha conhecimento dos abusos praticados pelo tio e, ainda assim, não adotou qualquer medida para proteger a vítima, permitindo a continuidade das violências. Em relação aos fatos atribuídos ao vizinho, não ficou comprovado que ela tinha ciência das condutas, embora os abusos também tenham sido relatados no curso do inquérito policial.
Estupros eram recorrentes
Relatos colhidos por meio de escuta especializada demonstram que a criança era submetida a sucessivos atos libidinosos, em um ciclo contínuo de exploração e violência. O tio paterno confessou a prática criminosa, admitindo que os abusos ocorreram diversas vezes, assim como, o outro, também teve sua conduta descrita de forma consistente nos autos, evidenciando a materialidade dos crimes.
Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público requereu a prisão preventiva dos dois homens e da avó da vítima, destacando a “necessidade de garantir a ordem pública, impedir a reiteração criminosa e resguardar a integridade da criança”. Os mandados de prisão foram cumpridos no último fim de semana. Em audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (30), Paulo Roberto Alves reiterou o pedido de manutenção das prisões, o que foi integralmente acatado pelo Poder Judiciário.
“Este caso evidencia uma das mais graves violações de direitos, que se configura quando a violência sexual contra uma criança é agravada pela omissão de quem deveria protegê-la. A atuação institucional busca assegurar de maneira firme a responsabilização penal dos envolvidos”, declarou o promotor de Justiça autor da ação penal.
Os denunciados responderão pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, com agravantes decorrentes da continuidade delitiva e, no caso do tio, do vínculo familiar.
Veja também
Últimas notícias
Prefeitura de Maragogi define reajuste salarial para servidores da Educação e estabelece calendário de pagamento
Aos 35 anos, influenciadora afirma ter orgulho de ainda ser virgem
'Guiana brasileira' volta a viralizar após estreia de Portugal na Copa
Cibele Moura amplia base política e anuncia aliança com Ivana Toledo, em Penedo
Prefeitura recupera estradas e acessos na Serra do Candará, em Palmeira dos Índios
Empresária denuncia desaparecimento de mercadorias após voo de São Paulo para Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
