Pacientes denunciam demora e descaso em atendimento em UPA de Arapiraca
Sesau nega falta de assistência e afirma que paciente foi atendido pela equipe
Usuários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Noel Macêdo, em Arapiraca, denunciaram situações de demora e possível descaso no atendimento durante esta semana.
De acordo com o relato de uma paciente, um homem que estava sendo atendido na unidade permaneceu por horas aguardando reavaliação médica após o término da medicação.
Segundo ela, o paciente chegou a retirar o próprio acesso após não receber assistência e, pouco tempo depois, foi encontrado caído no chão ao sair da unidade.
“Ele não estava bem, mas foi ignorado. Depois, encontrei ele caído, e o mais revoltante foi ver pessoas passando e ninguém prestando socorro”, afirmou.
A mesma usuária também relatou dificuldades no próprio atendimento. Ela afirma que aguardou mais de uma hora por reavaliação médica e que houve troca de profissionais durante o período.
Ainda segundo o relato, a medicação indicada inicialmente não foi mantida, e a paciente deixou a unidade sem o atendimento considerado adequado.
A situação levanta questionamentos sobre o fluxo de atendimento, triagem e assistência aos pacientes na unidade.
Em nota enviada ao 7Segundos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que não procede a denúncia de ausência de atendimento. Segundo a direção da unidade, o paciente foi acolhido pela equipe, passou por triagem e recebeu medicação.
Ainda de acordo com a nota, o homem teria retirado o acesso venoso por conta própria e deixado o setor de atendimento, sendo reconduzido pela equipe, mas voltou a se evadir da unidade.
A Sesau destacou que o atendimento segue o Protocolo de Manchester, que prioriza os casos mais graves, e que variações no tempo de espera podem ocorrer devido à alta demanda.
Sobre o acesso ao prontuário, a unidade informou que a solicitação deve ser feita formalmente pelo paciente ou responsável legal.
Leia a nota na íntegra
A Direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Noel Macedo, em Arapiraca, esclarece que não procede a denúncia de ausência de atendimento ao paciente citado. Mesmo em situação de rua e com sinais de alcoolemia, ele foi acolhido pela equipe multidisciplinar, passou pela triagem e, durante consulta médica, recebeu prescrição de soro e medicação para dor.
Após o início do atendimento, enquanto recebia soro venoso, o paciente retirou o acesso por iniciativa própria e deixou a Sala de Medicação, dirigindo-se à recepção, onde permaneceu por decisão espontânea. Diante da situação, a equipe o reconduziu ao setor para continuidade do tratamento, mas ele voltou a se evadir da unidade.
Sobre eventuais relatos de demora, a direção destaca que as UPAs funcionam em regime de porta aberta, sem restrição de acesso, o que pode gerar variações no fluxo de atendimento conforme o horário e a demanda. Ainda assim, todos os pacientes são assistidos.
O atendimento segue a classificação de risco baseada no Protocolo de Manchester, sistema internacional que organiza o atendimento conforme a gravidade dos casos, e não pela ordem de chegada.
Quanto ao acesso ao prontuário médico, a unidade informa que a cópia pode ser solicitada pelo próprio paciente, por representante legal mediante procuração ou por familiar de primeiro grau, em caso de óbito. O pedido deve ser formalizado por escrito junto ao Setor de Arquivo, que informará o prazo para disponibilização do documento.
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