Caso Daniela: defesa acredita que jovem sofreu estupro coletivo no Agreste de AL
Vitinho, principal suspeito do caso, está foragido desde o final de 2024
O Caso Maria Daniela ganhou novos contornos após declarações das advogadas Eurides Accioly e Ana Júlia Nunes, representantes da família da vítima, que reforçaram a hipótese de que o crime não foi cometido por uma única pessoa. Segundo a defesa, há convicção de que a jovem foi dopada e que pelo menos três indivíduos participaram das agressões.
Em entrevista, Eurides Accioly afirmou que o episódio teria sido premeditado e inserido em um contexto mais amplo de exploração. “Os grandes poderosos, familiares de Vitinho, levavam jovens ao local para fazer orgias. Um ato premeditado”, declarou.
Na mesma linha, Ana Júlia Nunes foi enfática ao classificar o caso. “Eu tô convencida de que estamos diante de um caso de tentativa de feminicídio e estupro coletivo”, disse. Questionada sobre a possível participação de outras pessoas, a advogada respondeu de forma direta: “Quem está ajudando a escondê-lo”.
As declarações reforçam o relato já apresentado pela vítima, que afirmou que Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, não teria agido sozinho. A linha adotada pela defesa aponta para a existência de uma rede de apoio ao principal suspeito, atualmente foragido.
A repercussão do caso ultrapassou as fronteiras de Alagoas e ganhou destaque nacional com a chegada do jornalista Roberto Cabrini ao estado. Ele produziu uma reportagem especial para o programa Domingo Espetacular, da Rede Record. Durante a apuração, o repórter esteve no Hospital de Emergência do Agreste, unidade onde Maria Daniela recebeu atendimento após o crime.
Mesmo com a ausência do principal investigado, o processo judicial segue em andamento. Na segunda-feira (23), foi realizada audiência de instrução, com oitiva da vítima e de testemunhas. Victor Bruno não compareceu e permanece foragido da Justiça, sendo investigado por estupro e tentativa de feminicídio.
De acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas, o caso entra agora na fase de diligências complementares. Após essa etapa, acusação e defesa deverão apresentar as alegações finais, antes da decisão judicial.
Maria Daniela foi atacada em dezembro de 2024, após uma confraternização em Coité do Nóia. Conforme a denúncia, ela teria sido dopada, violentada e vítima de tentativa de asfixia. A jovem ficou em coma por cinco dias e, desde então, enfrenta graves sequelas, dependendo de auxílio para atividades cotidianas.
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