Polícia Civil cria comissão para investigar assassinato de agentes em Delmiro Gouveia
Perícia encontrou duas cápsulas deflagradas e uma munição intacta no veículo onde os policiais foram mortos
A Polícia Civil de Alagoas confirmou, nesta quarta-feira (20), a criação de uma comissão de delegados para investigar a morte dos agentes Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 41 anos, assassinados dentro de uma viatura policial em Delmiro Gouveia.
O principal suspeito do crime é o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, que foi preso em flagrante horas após os disparos e teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia.
As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa realizada pela cúpula da Polícia Civil. Segundo o delegado-geral adjunto, Eduardo Mero, a investigação trabalha inicialmente com a hipótese de homicídio qualificado. “Ainda não se sabe a sequência dos disparos, mas foram encontradas duas cápsulas deflagradas e uma intacta dentro do veículo”, afirmou.
A comissão responsável pelo inquérito será formada pelos delegados Sidney Tenório, Flávio Dutra e Antônio Carlos Lessa.
De acordo com a polícia, os três agentes participaram de diligências nos municípios de Olho d’Água do Casado e Piranhas durante a terça-feira (19). Após o encerramento da ocorrência, eles pararam para jantar e ingeriram bebida alcoólica antes de seguirem viagem de volta para Delmiro Gouveia.
Em depoimento, o suspeito afirmou que havia consumido bebidas alcoólicas com os colegas e alegou não lembrar do momento dos disparos. Segundo o relato, ele teria entregue a direção da viatura para Yago Gomes e seguido no banco traseiro do veículo para descansar.
A polícia informou que as vítimas foram atingidas na cabeça e não apresentavam sinais de defesa. Yago Gomes, que conduzia a viatura, foi baleado na região da têmpora direita. Já Denivaldo Jardel foi atingido na nuca.
Após os disparos, o suspeito deixou o veículo e caminhou até a residência da companheira, onde foi localizado e preso pela polícia. A arma funcional dele foi apreendida junto com carregadores, munições e um tênis com manchas de sangue.
Durante a coletiva, os delegados afirmaram que não há registros de conflitos anteriores entre os policiais envolvidos. Segundo Sidney Tenório, o grupo trabalhava junto havia anos e mantinha relação de amizade. “Eles eram considerados amigos, praticamente irmãos. Não existia nenhum histórico de desentendimento ou agressividade entre eles”, declarou.
A Polícia Civil também informou que, até o momento, não encontrou registros de tratamento psiquiátrico, uso de medicamentos controlados ou histórico de violência envolvendo o suspeito. Exames toxicológico e de corpo de delito deverão auxiliar nas investigações.
Além do inquérito criminal, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento administrativo disciplinar que pode resultar na perda do cargo do policial investigado.
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