Polícia

'Concluir o serviço': suspeito de matar Geane teria ameaçado filhos da vítima

Geane Campos dos Santos, de 48 anos, foi morta a facadas dentro de casa, no município de Delmiro Gouveia

Por Wanessa Santos 10/07/2026 10h10 - Atualizado em 10/07/2026 11h11
'Concluir o serviço': suspeito de matar Geane teria ameaçado filhos da vítima
Geane Campos dos Santos, de 48, foi morta com diversas perfurações de arma branca; suspeito segue foragido - Foto: Reprodução

Novas informações sobre a investigação da morte de Geane Campos dos Santos, de 48 anos, apontam que o principal suspeito do crime também teria feito ameaças contra os filhos da vítima antes do feminicídio registrado no último domingo (5), em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.

Segundo relatos da família, o investigado teria afirmado que iria "concluir o serviço", declaração interpretada pelos parentes como uma ameaça direcionada aos filhos de Geane. As informações foram repassadas à advogada Júlia Nunes, que assumiu a defesa da família após visitar os familiares da vítima no município de Inhapi.

De acordo com a advogada, os relatos serão apresentados formalmente à Polícia Civil para que passem a integrar o inquérito que apura o caso. Ela informou ainda que acompanhará as investigações e prestará assistência jurídica aos familiares durante a apuração.

O principal suspeito do crime é o companheiro de Geane, Manoel Renalson, que segue foragido. Conforme as investigações, ele já havia sido preso anteriormente por violência doméstica contra a vítima e mantinha um relacionamento marcado por ameaças, episódios de agressão e ciúmes.

A Polícia Civil também investiga outros elementos que podem ajudar a esclarecer o feminicídio, entre eles um sistema de câmeras de monitoramento instalado na residência do casal. Os cartões de memória dos equipamentos foram apreendidos para perícia, que também apura a hipótese de o corpo da vítima ter sido arrastado para o banheiro após o ataque.

O inquérito é conduzido pelo delegado Andrey Araújo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, a Polícia Civil não se manifestou oficialmente sobre as novas informações apresentadas pela advogada da família. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa do investigado.