Polícia

Mulher morta em Coruripe era jurada por facção rival, aponta polícia

Investigação indica que vítima havia trocado de grupo criminoso; morte de mototaxista pode ter relação com disputa entre facções

Por Gabrielly Farias 15/07/2026 15h03
Mulher morta em Coruripe era jurada por facção rival, aponta polícia
Mulher foi morta em granja de Coruripe - Foto: Reprodução/Acervo Pessoal

A mulher assassinada a tiros na última sexta-feira (10), em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, era considerada alvo de uma facção criminosa rival, segundo informações da Polícia Civil. A vítima, identificada como Liliane Oliveira da Silva, de 42 anos, também conhecida como “Prima”, teria envolvimento com o tráfico de drogas.

De acordo com as investigações, Liliane integrava a facção Tudo Neutro (TDN), mas, em meados de 2024, passou a colaborar com o Comando Vermelho (CV). A mudança teria motivado a ordem para sua execução.

Ainda segundo a polícia, a vítima já estava jurada de morte. A informação veio à tona após um homem conhecido como “Pica-pau” ser preso e confessar a existência de um plano para assassinar Liliane.

O inquérito que apura o homicídio segue em andamento, e os autores do crime ainda não foram identificados.

Morte de mototaxista pode estar ligada ao caso


A Polícia Civil também investiga uma possível ligação entre o assassinato de Liliane e a execução do mototaxista Erick de Oliveira Costa, morto a tiros nessa terça-feira (14), em Coruripe.

Conforme a Polícia Militar, Erick integrava a facção Tudo Neutro e atuava como entregador de drogas, função conhecida no tráfico como “aviãozinho”.

A principal linha de investigação é de que os dois homicídios estejam relacionados à disputa pelo controle do tráfico de drogas no município entre as facções Comando Vermelho e Tudo Neutro.