MPAL investiga doação de terreno sem uso há 20 anos à Câmara de Água Branca
Ministério Público também investiga reforma de prédio alugado pela Casa Legislativa
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou procedimento administrativo para investigar o destino de um terreno público doado há 20 anos para a construção da sede própria da Câmara Municipal de Água Branca, no Sertão alagoano, e os gastos realizados pela Casa Legislativa com reformas em um imóvel particular alugado. A informação foi divulgada na edição desta quinta-feira (16) do Diário Oficial Eletrônico do órgão.
A Ouvidoria do MPAL recebeu uma denúncia sobre possíveis irregularidades envolvendo a utilização de patrimônio público e despesas realizadas pela Câmara Municipal de Água Branca. Diante das informações, o promotor de Justiça Frederico Alves Monteiro Pereira instaurou procedimento administrativo para investigar o caso.
De acordo com as informações publicadas no Diário Oficial, a Prefeitura de Água Branca doou, em 2006, um terreno de 625 metros quadrados localizado no loteamento Enoque Gomes/Tatajuba para que fosse construída a sede própria da Câmara Municipal. A legislação estabelecia que o imóvel teria uma finalidade específica: abrigar o prédio do Poder Legislativo. Porém, segundo o MPAL, até hoje não há registro da construção da sede.
Com o terreno garantido, mas sem que a sede da Câmara de Vereadores fosse construída, o Poder Legislativo segue funcionando em um prédio alugado na Avenida Getúlio Vargas, no Centro, o que vem gerando despesas contínuas aos cofres públicos.
Para instaurar o procedimento administrativo, o MPAL também considerou que foram identificados indícios da realização de despesas públicas destinadas à execução de reformas no imóvel locado pela Câmara Municipal, embora os contratos de locação firmados pelas partes, aparentemente, atribuam ao locador a responsabilidade pelas benfeitorias e construções realizadas no imóvel.
No entanto, o MPAL identificou informações constantes nos autos acerca da Dispensa de Licitação nº 02/2024, destinada à reforma do plenário da Câmara Municipal, bem como a existência de registros contábeis e financeiros que demandam esclarecimentos quanto à regularidade dos empenhos, liquidações e pagamentos efetuados.
O MPAL ainda apura que, segundo informações extraídas do Portal da Transparência, foram identificadas movimentações financeiras que, em tese, podem indicar inconsistências entre os atos de empenho, liquidação e pagamento realizados no âmbito da referida contratação, circunstância que demanda aprofundamento da apuração.
O Ministério Público de Alagoas estabeleceu prazo de 15 dias para que a presidente da Câmara Municipal preste esclarecimentos, bem como para que a Prefeitura de Água Branca apresente as informações solicitadas.
Veja também
Últimas notícias
Daniel Barbosa é reeleito deputado federal com mais de 100 mil votos
Lula é o mais votado para presidente em Arapiraca no primeiro turno
Veja quem são os 27 deputados estaduais eleitos por Alagoas em 2026
Apoiadores de JHC se reúnem em comitê para comemorar vitória em Maceió
Erika Hilton se torna a mulher mais votada na história da Câmara
Raquel Lyra é reeleita governadora em Pernambuco no primeiro turno
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Severino Pessoa anuncia a liberação de R$ 2,8 milhões para a saúde de Batalha
