Justiça autoriza quebra de sigilo bancário de policial acusado de matar colegas de farda
Investigação apura se houve motivação financeira para o assassinato de dois policiais civis
A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo bancário e financeiro do policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, acusado de matar os colegas de corporação Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.
A decisão foi proferida pela juíza Jéssica Lourenço de Sá Santos, da 1ª Vara de Delmiro Gouveia, no momento em que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL) por duplo homicídio qualificado.
Conforme a magistrada, a medida busca verificar se houve eventual motivação de natureza econômica ou financeira relacionada ao crime. A quebra do sigilo abrange o período de três meses anteriores aos homicídios e o mês seguinte aos fatos.
Com a autorização judicial, serão analisadas movimentações bancárias, transferências consideradas atípicas e operações de elevado valor que possam contribuir para o esclarecimento das circunstâncias do caso.
Além disso, a juíza determinou que a delegacia responsável pela investigação apresente, no prazo de dez dias, as mídias contendo os dados telemáticos extraídos durante o inquérito e citados em laudo pericial.
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