Suspeito de matar colegas de farda já responde por agressões e homicídio de criança
O policial foi preso após os assassinatos dos agentes Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira, ocorridos na madrugada da quarta-feira (20), em Delmiro Gouveia
Gildate Goes Moraes Sobrinho, o policial civil acusado de ter matado dois colegas de farda no município de Delmiro Gouveia, sertão de Alagoas, já respondia na Justiça por outros crimes, dentre eles a morte de uma criança, além de uma tentativa de homicídio e um caso de agressão física. Gildate também é acusado de abuso de autoridade.
A informação foi divulgada com exclusividade no programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, nesta quinta-feira (21).
O policial foi preso após os assassinatos dos agentes Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira, ocorridos na madrugada da quarta-feira (20), em Delmiro Gouveia. Segundo as investigações preliminares, os três retornavam de uma ocorrência em uma viatura quando Gildate, que estava no banco traseiro, teria entrado em surto e efetuado disparos contra os colegas que ocupavam os bancos da frente do veículo. Os dois policiais morreram no local.
Entre os antecedentes atribuídos ao agente está um caso registrado em 1996, no município de Boca da Mata, quando ele foi denunciado por participação em uma ação policial que terminou com a morte da criança Robson Gomes da Silva. Na mesma ocorrência, também houve acusações de lesão corporal contra a mãe do menino e invasão de domicílio. Apesar disso, Gildate acabou absolvido sob a tese de cumprimento de dever legal.
Outro caso citado ocorreu em 1995, em São Miguel dos Campos. À época, o Ministério Público denunciou o policial por agredir duas pessoas algemadas dentro de uma delegacia. A denúncia incluía ainda a prática conhecida como “roleta russa”. No entanto, em 2013, a Justiça decidiu pela impronúncia do caso por entender que não havia provas suficientes para levar o processo a júri popular.
Há ainda registros de outros episódios envolvendo agressões físicas e abuso de autoridade atribuídos ao policial, embora em parte dos processos anteriores a punibilidade tenha sido extinta.
O caso mais recente é tratado pela Polícia Civil de Alagoas como duplo homicídio. A prisão preventiva de Gildate já foi decretada pela Justiça, e as investigações seguem em andamento para esclarecer os detalhes do crime e o suposto surto apresentado pelo agente.
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