Justiça

Homem é condenado a 30 anos de prisão por matar adolescente em Cacimbinhas

Crime ocorreu em 2010; vítima foi atacada dentro de casa enquanto dormia no povoado Minador do Lúcio

Por 7Segundos, com Ascom MPAL 20/05/2026 17h05
Homem é condenado a 30 anos de prisão por matar adolescente em Cacimbinhas
Réu foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato de adolescente em Cacimbinhas - Foto: MPAL

O Tribunal do Júri de Cacimbinhas condenou, nesta quarta-feira (20), José Afrizio da Silva a 30 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da adolescente Josefa Cristina Lopes da Silva, de 14 anos. 

O crime ocorreu em 2010, no povoado Minador do Lúcio, zona rural do município, e a condenação foi obtida após atuação do Ministério Público de Alagoas no julgamento realizado quase 16 anos depois do caso.

O júri foi conduzido pelo juiz Robério Monteiro de Souza, enquanto a acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Izelman Inácio. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, concordando com a tese apresentada pelo MPAL.

Segundo a investigação, o acusado pretendia matar o irmão da adolescente após uma discussão motivada por uma dívida de R$ 20 relacionada a um jogo de sinuca.

Na noite do crime, José Afrizio invadiu a residência da família e entrou no quarto errado. Acreditando que atacava o alvo da vingança, atingiu Josefa Cristina com vários golpes de faca enquanto ela dormia.

Os pais da adolescente acordaram após ouvirem os gemidos da filha e entraram em luta corporal com o acusado, conseguindo arrancar parte das roupas dele antes da fuga. A jovem chegou a ser socorrida para a Unidade de Emergência de Arapiraca, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante o julgamento, o promotor Izelman Inácio destacou a gravidade do crime e a longa espera da família por justiça.

“O crime estarreceu a pequena cidade. Uma menina foi assassinada brutalmente dentro de casa por causa de uma dívida de vinte reais. O Ministério Público entrou naquele salão do júri em defesa da vida e para dar uma resposta à sociedade”, afirmou.

Além da condenação criminal, a Justiça determinou indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima. O réu estava preso preventivamente desde julho de 2025.