STF manda Soraya e Lindbergh explicarem acusação contra vice de Flávio
Parlamentares afirmaram que receberam documentos relatando suposto estupro envolvendo o deputado Alfredo Gaspar
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do governo no Congresso, apresentem informações sobre as acusações do crime de estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
Em 27 de março, o congressista foi alvo de uma notícia-crime apresentada à Polícia Federal por Soraya e Lindbergh. Na representação, os parlamentares alegaram que receberam documentos relatando o estupro de uma menina que, na ocasião, tinha 13 anos, engravidou e teve um filho.
O caso teria ocorrido há oito anos. Os parlamentares, porém, não apresentaram provas. Eles argumentaram que era necessário preservar mãe e filho.
Entenda
• Parlamentares dizem que receberam documentos sobre suposto estupro envolvendo o deputado Alfredo Gaspar.
• Congressista fez exame de DNA para esclarecer o caso.
• STF deu 15 dias para que Soraya e Lindbergh apresentem novas provas na representação.
• Alfredo Gaspar foi anunciado como vice de Flávio Bolsonaro na chapa à Presidência da República.
Gilmar deu 15 dias para fornecer elementos que ajudem a identificar autores de mensagens que constam dos autos e dados sobre ligações telefônicas.
Briga em comissão
O caso em análise na Corte veio à tona em março, durante a CPI do INSS, da qual Gaspar foi relator. Em bate-boca no plenário do colegiado, o parlamentar chamou Lindbergh Farias de “Lindinho” e leu uma poesia na apresentação do relatório da comissão.
Ele foi interrompido pelo petista, que classificou o ato de “circo” e chamou o relator de “estuprador”. Gaspar retrucou e o xingou de “corrupto”.
Em 23 de abril, um exame de DNA foi realizado pelo vice na chapa de Flávio Bolsonaro. O documento, obtido pela coluna com exclusividade pela coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, mostra que a coleta do material ocorreu por meio de dois swabs da mucosa oral do parlamentar.
O exame foi realizado para antecipar a produção de provas e agilizar o esclarecimento das acusações.
Veja também
Últimas notícias
Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis
Polícia Civil mobiliza servidores para eleições e amplia treinamento com drones
Luciano exalta Paulo por duplicações e diz que obras fortalecem Arapiraca
CEPRAM julgará auto contra Braskem por deslocamento do solo e risco de sumidouros
Renato Filho promete combater bets no Congresso e alerta para impacto nas famílias
MPAL visita o Rei Pelé para averiguar obras e condições de funcionamento
Vídeos e noticias mais lidas
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
