Sertão

Exames confirmam presença de metomil no caso de intoxicação em Pariconha

Exames periciais também detectaram a substância em amostras biológicas de sobreviventes e da vítima fatal

Por 7segundos, com assessoria 12/08/2026 15h03 - Atualizado em 12/08/2026 15h03
Exames confirmam presença de metomil no caso de intoxicação em Pariconha
O agricultor Gilberto Alves Vicente morreu após ingerir bebida contendo metomil - Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Laboratório de Química e Toxicologia Forense da Polícia Científica de Alagoas concluiu nesta quarta-feira (12) as análises sobre a intoxicação coletiva ocorrida em Pariconha, no Sertão alagoano. Os exames confirmaram a presença de metomil, um inseticida de uso agrícola, em três das amostras analisadas. A intoxicação coletiva deixou como vítima fatal Gilberto Alves Vicente, de 36 anos. O caso ocorreu no dia 26 de julho de 2026 e também causou o internamento de seis pessoas

De acordo com o chefe do Laboratório Forense, perito criminal Thalmanny Goulart, na unidade de Química, foram examinadas duas garrafas de cachaça de uma mesma marca e uma garrafa pet contendo uma mistura artesanal, conhecida como “garrafada”.

Segundo as investigações, o conteúdo das garrafas de cachaça teria sido utilizado para preparar a bebida acondicionada no recipiente pet. “Os exames identificaram a presença do metomil exclusivamente na bebida da garrafa pet. Nas duas garrafas de cachaça originais não foi detectada a presença do agrotóxico”, afirmou Goulart.

Complementando as análises, o Laboratório de Toxicologia Forense finalizou as análises biológicas de dois sobreviventes. Os resultados confirmaram a ingestão de metomil, a mesma substância encontrada na ‘garrafada’ e nos exames realizados anteriormente no corpo de Gilberto Alves Vicente, vítima fatal do episódio.

Riscos à saúde


O metomil é um potente inseticida agrícola que provoca intoxicação grave ao afetar o sistema nervoso. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, diarreia e dificuldade respiratória. O quadro pode evoluir para alterações cardíacas, tremores, fraqueza muscular e, em casos severos, paralisia da musculatura respiratória, levando à morte.

A chefia do laboratório ressaltou que todas as análises seguiram rigorosos critérios técnico-científicos para subsidiar o esclarecimento dos fatos. Os laudos periciais já foram encaminhados à Polícia Civil e à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para dar continuidade ao inquérito e às ações de vigilância.