Polícia

Intoxicação em Pariconha: Bebidas e vítimas sobreviventes passarão por perícia

Material coletado no IML, Lacen e pacientes internados será analisado para esclarecer o caso que deixou um morto e sete intoxicados

Por Wanessa Santos 27/07/2026 11h11 - Atualizado em 27/07/2026 11h11
Intoxicação em Pariconha: Bebidas e vítimas sobreviventes passarão por perícia
Instituto de Criminalística do Agreste (IC) em Arapiraca - Polícia Científica - Foto: Rogério Nascimento/7Segundos

A Polícia Científica de Alagoas informou, nesta segunda-feira (27), que iniciou os procedimentos periciais para esclarecer o caso da suposta intoxicação coletiva registrada no último fim de semana, em Pariconha, no Sertão de Alagoas. O episódio deixou sete pessoas intoxicadas e resultou na morte de um homem de 36 anos, cuja causa do óbito ainda será confirmada por exames.

Em nota, o órgão informou que, durante o exame de necropsia realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, foram coletadas amostras biológicas da vítima, que serão analisadas pelo Laboratório de Química e Toxicologia Forense da Polícia Científica. A previsão é de que os exames sejam concluídos em cerca de uma semana após o recebimento do material.

A Polícia Científica também esclareceu que a bebida apreendida durante a investigação e as amostras biológicas dos pacientes sobreviventes, que permanecem internados, serão encaminhadas inicialmente ao Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen/AL). Após essa etapa, o material seguirá para o Laboratório de Química e Toxicologia Forense, onde serão realizadas as análises periciais.

Segundo o órgão, os exames seguem critérios técnico-científicos rigorosos para garantir a confiabilidade dos resultados e subsidiar o inquérito conduzido pela Polícia Civil.

A instituição acrescentou que, em razão do sigilo previsto no artigo 20 do Código de Processo Penal, não divulgará novas informações sobre a investigação neste momento. Os laudos periciais serão encaminhados às autoridades competentes dentro dos prazos legais.

Caso segue sob investigação


A principal hipótese investigada é de que a bebida alcoólica conhecida popularmente como "Raizada" tenha provocado a intoxicação. A suspeita surgiu após o atendimento de sete homens que apresentaram sintomas compatíveis com intoxicação durante a feira livre de Pariconha, no domingo (26).

Um dos pacientes, identificado como Gilberto Alves Vicente, de 36 anos, morreu após dar entrada no Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia. No entanto, as autoridades reforçam que ainda não há confirmação de que a morte tenha sido causada pela possível intoxicação, o que dependerá da conclusão dos exames laboratoriais e periciais.

Enquanto os resultados não são divulgados, a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e os demais órgãos envolvidos continuam apurando as circunstâncias do caso.

Confira nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Polícia Científica de Alagoas informa que, em relação ao caso da suposta intoxicação coletiva registrado no último fim de semana, no município de Pariconha, foram adotadas todas as providências periciais necessárias para auxiliar as investigações.

Durante o exame de necropsia realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, foram coletadas amostras biológicas da vítima, que serão submetidas a exames no Laboratório de Química e Toxicologia Forense da Polícia Científica. A previsão é de que as análises sejam concluídas em aproximadamente uma semana, contada a partir do recebimento do material pelo laboratório.

Em relação à bebida apreendida pelos órgãos de fiscalização e às amostras biológicas coletadas dos pacientes sobreviventes que permanecem internados, o protocolo técnico prevê que o material seja inicialmente encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen/AL). Posteriormente, as amostras serão remetidas ao Laboratório de Química e Toxicologia Forense da Polícia Científica para a realização das análises periciais.

A Polícia Científica ressalta que os exames laboratoriais seguem critérios técnico-científicos rigorosos, indispensáveis para garantir a confiabilidade dos resultados e subsidiar a investigação policial.

Em observância ao artigo 20 do Código de Processo Penal, que assegura o sigilo das investigações, não serão divulgadas, neste momento, outras informações sobre o caso, de modo a preservar o andamento do inquérito policial.

Os laudos periciais serão concluídos e encaminhados às autoridades competentes dentro dos prazos legais, contribuindo para o completo esclarecimento dos fatos.