Homem é condenado a mais de 16 anos de prisão por matar amigo em Arapiraca
Klebson Ramon Santos Silva foi julgado nesta quinta-feira (17) pelo Tribunal do Júri; sentença também determinou pagamento de R$ 50 mil de indenização
Klebson Ramon Santos Silva foi condenado a 16 anos, 5 meses e 23 dias de reclusão pelo assassinato de Márcio Alexandre da Silva, de 32 anos, em Arapiraca. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (17), durante julgamento realizado pelo Tribunal do Júri da 5ª Vara Criminal do município.
O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena definitiva foi fixada em 16 anos e 6 meses de reclusão, com a redução de sete dias referente ao período em que Klebson permaneceu preso cautelarmente, entre 11 e 17 de maio de 2023.
A sentença determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado. Também foi ordenada a expedição de mandado de prisão e a execução provisória da condenação, conforme entendimento citado na decisão sobre a soberania dos veredictos do Tribunal do Júri.
Na sentença, a juíza Eliana Augusta Acioly Machado de Oliveira considerou desfavoráveis algumas circunstâncias judiciais, incluindo a quantidade de disparos e as consequências do crime para a família da vítima.
Segundo a decisão, Márcio Alexandre deixou um filho com menos de dois anos de idade, além de a esposa ter enfrentado dificuldades financeiras e abalo psicológico após a morte.
A sentença também reconheceu uma segunda qualificadora, relacionada ao recurso que dificultou a defesa da vítima, e considerou a atenuante da confissão. Ambas foram compensadas, mantendo-se a pena-base.
Além da condenação, a Justiça determinou o pagamento de R$ 50 mil em indenização por danos morais e psicológicos causados à vítima, sem impedir eventual busca por outras reparações na esfera cível.
O caso
Márcio Alexandre da Silva, de 32 anos, foi morto a tiros em 30 de abril de 2023, dentro de um veículo que estava estacionado no pátio de um posto de combustíveis no bairro Caititus, em Arapiraca.
Na ocasião, Márcio estava no carro acompanhado de Klebson e de uma terceira pessoa. Os três eram amigos de infância e estavam consumindo bebidas alcoólicas.
Segundo as informações que constam no processo, Márcio e Klebson iniciaram uma discussão. Em determinado momento, Klebson teria tomado a arma que estava com a vítima e efetuado vários disparos. A arma de Márcio foi encontrada ao lado do corpo. O agente morreu antes de receber atendimento médico.
Após o crime, Klebson deixou o local e permaneceu foragido por alguns dias. Posteriormente, apresentou-se à polícia acompanhado de um advogado e, conforme as informações do caso, confessou o crime.
Márcio trabalhava como agente no sistema prisional e também atuava como motorista de ambulância da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arapiraca. Segundo uma testemunha que estava no veículo, a discussão teria sido motivada por ciúmes. A circunstância foi objeto de investigação durante a apuração do homicídio.
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