Politicando
Quem está mentindo na história dos desabrigados em Alagoas? Estado, municípios ou Ministério Público?
Desde que o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto e os promotores que compõem a Comissão de Apoio Institucional às Vítimas das Enchentes inconformidades entre o número real de vítimas e os dados repassados pelas prefeituras municipais, a confusão entre Estado e municípios foi iniciada.
O ato do presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley (PMDB) de reunir o secretário de Comunicação do Estado, Enio Lins e o coordenador da Defesa Civil, Major Moisés para defender o governo, colocando em dúvida os municípios está pegando mal para ele.
A questão é o seguinte... o relatório da avaliação de danos é feito pelos municípios, mas o decreto é editado pelo Estado. Daí fica a pergunta, de quem é a culpa?
O Ministério da Integração enviou R$ 13 milhões para respostas emergenciais e agora o Ministério Público diz que não são 39 mil desabrigados e o coordenador da defesa civil do estado confirma essa redução. Alguém tá mentindo ou agindo de má-fé.
Hoje à tarde os prefeitos irão se reunir na AMA para poderem apresentar suas defesas.
O que tem pegado mal nos bastidores?
É o fato do presidente da AMA, junto do secretário de Comunicação do Estado e do coordenador estadual da Defesa Civil anunciaram em coletiva que o governo não agiu errado, que foi o próprio Coordenador Estadual quem pediu verificação do quantitativo de desabrigados das chuvas. Jogando assim a culpa para os municípios.
Reunião de hoje na sede da AMA promete ser tensa. Politicamente, o governo do Estado inicia uma briga com prefeitos e junto a isso uma combinação explosiva que é o Ministério Público acompanhando cada passo.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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