Politicando

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Silencioso, Collor vem articulando eleição do filho em algumas regiões do estado

19/06/2017 18h06
Silencioso, Collor vem articulando eleição do filho em algumas regiões do estado

Enquanto o país passa pela maior crise institucional de sua história, um dos protagonistas da história Brasileira silencia e de Brasília vive cada momento da política nacional. Mas entre uma semana e outra retoma o diálogo com líderes políticos, construindo um caminho para as eleições do próximo ano.

Collor tem aparecido em todas as pesquisas majoritárias com dois dígitos e vale ressaltar que sempre em disputa de qualquer cargo. "Ele pode ser o fiel da balança. É um grande eleitor e cabo eleitoral, mas não será candidato". A afirmação é de um aliado próximo ao senador.

Na verdade, o que está por trás de tudo isso é a eleição do filho. Collor pavimenta a pré-campanha de seu filho mais velho Arnon de Mello Neto para Deputado Federal. Arnon já foi candidato em 2002 como mostra a imagem acima, teve excelente votação à época ficando em 4º lugar, mas a coligação não fez coeficiente.

Agora o pai não quer repetir o mesmo erro que cometeu há 15 anos. O partido de Arnon sendo o PTC, ou qualquer outro, estará em uma coligação competitiva. Para isso, Collor vem construindo alianças e dando base eleitoral densa a Arnon. Com o tabuleiro à mesa vai montando as uniões com candidatos a deputado estadual que podem transferir votos para Arnon.

Como é o caso do atual deputado Francisco Tenório (PMN) que tem a região do Vale do Paraíba como reduto. Outro que pode ajudar é o ex-deputado Cícero Ferro (PRTB) com a região do Sertão. Na cadeia produtiva, o secretário de Agricultura, Álvaro Vasconcelos, indicado por Collor no governo de Renan Filho. Como também o vereador em Marechal Deodoro, Jorge Mello, que é filho de Euclides Mello e por consequência primo de Arnon que será o elo com a juventude e eleitorado da região metropolitana de Maceió.

Assim, Collor vai serenamente dando as cartas e construindo o caminho para firmar Arnon de Mello como deputado federal, cargo que exerceu na década de 1980.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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