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Em prisão domiciliar, ex-prefeito reacende clima de tensão política em Satuba

27/09/2018 10h10
Em prisão domiciliar, ex-prefeito reacende clima de tensão política em Satuba

Cumprindo pena domiciliar após permanecer 13 anos no regime fechado, o ex-prefeito Adalberon de Morais, está de volta à Satuba, onde vem realizando diversas declarações polêmicas, atacando aliados e adversários e reacendendo o clima de tensão na cidade que, nos últimos anos, deixou de figurar nas páginas policiais.

Os ataques são os mais diversos, incluindo recados desaforados ao atual gestor, Paulo Acioly, como também a outras pessoas, a exemplo de professores e funcionários públicos. Visivelmente desequilibrado emocionalmente, recentemente o ex-prefeito publicou um vídeo numa de suas redes sociais, atacando a vereadora Maria Aparecida, a mais votada do município na eleição de 2016.

Em resposta à metralhadora giratória do ex-prefeito, a vereadora contra-atacou à altura. “Meu trabalho na Câmara sempre foi e sempre será pautado em favor do povo de Satuba. Estudei, tenho profissão definida, sou arquiteta, sou ficha limpa e nunca respondi processo algum. Quem me conhece sabe que entre eu e esse senhor existe muita diferença, principalmente no campo moral”, rebateu a vereadora.

O ex-prefeito Adalberon foi julgado e condenado por assassinatos e desvio de verbas da Prefeitura de Satuba. Atualmente, liberado sob a condição do uso de tornozeleira eletrônica, o ex-prefeito vem descumprindo algumas determinações judiciais, utilizando as redes sociais para difamar adversários e aliados, inclusive, cobrando antigos favores que diz ter feito na época em que foi prefeito.

Segundo uma fonte, o retorno de Adalberon à Satuba reacendeu um clima de tensão política que há vários anos não era vivido na cidade.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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