Politicando
Renan Filho vira protagonista no imbróglio entre Ministério Público e deputados estaduais
Procuradores de Justiça recorreram ao governador após a aprovação da Lei que modifica o poder do ministério
O governador Renan Filho (MDB) se tornou o protagonista no imbróglio que envolve membros do Ministério Público Estadual (MPE) e a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Após aprovado o Projeto de Lei Complementar que modifica a Lei Orgânica do órgão ministerial, promotores e procuradores de Justiça correram para os braços do governador em busca de uma solução.
O tema se tornou polêmico e divide opiniões numa seara que não é apenas jurídica e, sim, política.
A deputada estadual Jó Pereira (MDB) é a única parlamentar que saiu em defesa dos membros do MPE e alega a inconstitucionalidade da matéria, garantindo que a “medida fere a competência exclusiva da União de legislar sobre a matéria”.
Já o deputado Davi Maia (DEM) desmente que o Poder Legislativo está dando um fim nos grupos de combate a corrupção no Estado e garante que qualquer instituição que necessite fazer mudanças no seu organograma interno precisa de autorização do Plenário da ALE.
A verdade é que Renan Filho consegue “domar” a maioria dos parlamentares e, agora, caso não sancione o PLC 73/2019, também terá a gratidão eterna por parte dos membros do Ministério Público. Do ponto de vista político, o governador mostra a sua capacidade em agregar aliados, seja pelo bem ou pelo mal.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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