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Governador quebra tradição do Ministério Público e acata indicação de Alfredo Gaspar

Procurador Márcio Roberto foi o segundo colocado, com 77 votos, e assume a Procuradoria Geral de Justiça de AL

23/04/2020 16h04
Governador quebra tradição do Ministério Público e acata indicação de Alfredo Gaspar

O chilique do procurador de Justiça Eduardo Tavares não foi nada além do que uma tentativa de pressionar o governador Renan Filho a nomear o mais votado na eleição para o cargo de Procurador Geral de Justiça (PGJ) de Alagoas.  Porém, a preferência do Palácio República dos Palmares foi pela indicação feita por Alfredo Gaspar. 

Na manhã desta quinta-feira, 23, Renan Filho usou o Twitter para anunciar a nomeação de Márcio Roberto Tenório de Albuquerque como novo PGJ.

A tradição era de que o mais votado na eleição do Ministério Público Estadual (MP/AL) fosse o nome indicado pelo governador do Estado para assumir o cargo de PGJ. 

No entanto, Renan Filho deu preferência a indicação do seu pré-candidato à prefeitura de Maceió, Alfredo Gaspar (MDB). 

Prevendo o que se tornou realidade hoje, Eduardo Tavares pressionou o governador pela nomeação do mais votado nas eleições, Marcus Rômulo Maia de Mello, que conquistou 94 votos. Tavares ameaçou até a fazer “revelações bombásticas” que mudariam o rumo da política em Alagoas. 

Mas Renan Filho não deu muita importância par o ex-prefeito de Traipu e, de acordo com a Lei, fez a escolha diante da lista tríplice apresentada após eleição interna no órgão ministerial.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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