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Eduardo Tavares desconversa após ser chamado para prestar esclarecimentos na ALE

Ex-prefeito recuou e disse que foi mal interpretado sobre “bomba” no meio político

28/04/2020 07h07
Eduardo Tavares desconversa após ser chamado para prestar esclarecimentos na ALE

Após a pressão que recebeu do deputado estadual Antônio Albuquerque (PTB) sobre a “bomba” que estaria prestes a soltar e que mudaria os rumos da política local, o procurador de Justiça Eduardo Tavares voltou atrás do que disse e alegou que foi mal interpretado. 

“Não existe bomba. Foi a maneira de falar. Foi pura figura de linguagem”, disse Tavares a um blog local.

A verdade é que o discurso de Antônio Albuquerque na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) fez Eduardo Tavares repensar não só sobre sua carreira no Ministério Público (MP), mas na vida. Ele foi acusado de usar o cargo público que ocupa para se beneficiar politicamente.

A reação de Tavares em recuar acabou diminuindo o seu status de homem público destemido. Mas qual terá sido o real motivo dele mudar um discurso totalmente agressivo? Terá sido medo de enfrentar Albuquerque cara a cara?

A verdade é que, com sua atitude, Eduardo Tavares acabou perdendo sua credibilidade. Quando ele resolver fazer qualquer comentário sobre política, não terá valor.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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