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Prefeitos alagoanos ficam de orelha em pé após recomendação do MPE

PF já atuou em outros Estados para investigar gastos com dinheiro para combater Covid-19

15/06/2020 17h05
Prefeitos alagoanos ficam de orelha em pé após recomendação do MPE

Na última semana, o Ministério Público do Estado (MPE) realizou uma reunião com alguns prefeitos de Alagoas para recomendar como deve ser feito de forma transparente a divulgação dos gastos com a pandemia da Covid-19. Um novo projeto que visa combater a corrupção foi apresentado e chamou a atenção dos gestores. 

A videoconferência aconteceu logo após a Polícia Federal (PF) ter realizado operação em outros estados, verificando esquemas de corrupção no gasto do dinheiro público. Vale lembrar que essas ações ainda não chegaram em Alagoas.

O promotor José Carlos Castro alertou para que a legislação que determina a publicidade dos gastos seja cumprida. “Estamos falando da Lei federal nº 13.979/2020, mas, ela não é uma carta branca para que o dinheiro público seja gasto de qualquer forma. A norma exige que o princípio da publicidade, que dá transparência ao esses gastos, seja cumprido integralmente”, destacou.

Já a presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Pauline Pereira, chamou atenção para a manipulação de informações conforme interesses políticos, já que estamos em ano eleitoral. “Se já era difícil antes, imagine agora. O ano é político e há candidatos da oposição distorcendo muitas informações. Então, o cuidado tem sido redobrado com relação a tudo o que a gente faz, com qualquer gasto ou contração”, pontuou. 

Em Alagoas, políticos já se utilizam das redes sociais para fazerem denúncias sobre supostos esquemas de superfaturamento e uso de empresas de fachada por parte de algumas prefeituras. No entanto, até o momento, não há confirmação sobre a oficialização das denúncias.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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