Politicando
PSD tenta emplacar Zé Márcio como vice de Davi Davino ou JHC
Deputado Marx Beltrão é o responsável pelas negociações com diversos grupos políticos
O cenário político de Maceió tem mudado a cada instante. A evacuação de partidos que eram cotados como da base do pré-candidato Alfredo Gaspar (MDB) iniciou pelo Democratas e pode ter o PSD como o próximo da lista.
Comandado pelo deputado federal Marx Beltrão, o PSD entregou ao vereador Zé Márcio filho a presidência da legenda em Maceió. A ideia é que o parlamentar seja indicado como vice na chapa encabeçada pelo deputado Davi Davino Filho (Progressistas) ou - em último caso - na de JHC (PSB).
Acontece que Marx tem se aproximado cada vez mais do presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor, e do deputado federal Arthur Lira (Progressistas), padrinhos da candidatura de Davino.
Mas acontece que Beltrão é - pelo menos por enquanto - o “dono” da secretaria Estadual de Agricultura, comandada por seu afilhado político, João Lessa Neto. Teoricamente, Marx deveria apoiar o candidato do governador Renan Filho (MDB), Alfredo Gaspar.
No entanto, Marx Beltrão tem buscado uma estratégia para não perder espaços no governo e poder indicar Zé Márcio como candidato a vice-prefeito na chapa de Davi Davino Filho.
O problema não é Marx querer agradar a dois senhores (Renan Filho e Arthur Lira), e, sim, o governador aceitar essa possibilidade. Arthur Lira já sinalizou que “topa tudo”.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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