Politicando
Rui manda interlocutor para acalmar Nonô e manter o DEM em seu grupo político
Prefeito de Maceió tenta manter legenda em seu grupo para garantir tempo maior na propaganda eleitoral
As declarações do presidente do Democratas em Alagoas, José Thomaz Nonô, ao revelar publicamente que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (sem partido), deixou a legenda de fora do acordo firmado com o governador Renan Filho (MDB) em apoio à pré-candidatura de Alfredo Gaspar (MDB), acabou provocando um mal-estar entre os filiados do partido comandado pelo secretário de Saúde da Capital.
Para tentar apagar o incêndio provocado por ele mesmo, Rui enviou um “bombeiro” para tentar acalmar Nonô, que não esconde mais sua insatisfação. O interlocutor do prefeito de Maceió tentou convencer o experiente político de que tudo foi um mal-entendido.
Mas, ao que parece, a investida do prefeito não deu certo, pois, o DEM segue negociando com outras legendas que fazem oposição a atual gestão municipal.
Segundo informações de bastidores, o deputado estadual Davi Maia, presidente do diretório municipal do DEM, já teria convencido Nonô a não levar a legenda para apoiar a candidatura do MDB. Maia trabalha para ser indicado como pré-candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo deputado federal JHC (PSB).
Outra opção dada por Davi Maia é tentar trazer Rui Palmeira de volta para seu grupo político para que a vaga de vice seja indicada por ele. No entanto, o prefeito já sinalizou que essa possibilidade está descartada e o apoio à Alfredo Gaspar é irrevogável.
Enquanto nada se define, Nonô segue suas atividades como secretário municipal de Saúde e, no tempo livre, tenta “vender” o DEM para o grupo que seja mais viável.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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