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Rui manda interlocutor para acalmar Nonô e manter o DEM em seu grupo político

Prefeito de Maceió tenta manter legenda em seu grupo para garantir tempo maior na propaganda eleitoral

14/08/2020 17h05
Rui manda interlocutor para acalmar Nonô e manter o DEM em seu grupo político

As declarações do presidente do Democratas em Alagoas, José Thomaz Nonô, ao revelar publicamente que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (sem partido), deixou a legenda de fora do acordo firmado com o governador Renan Filho (MDB) em apoio à pré-candidatura de Alfredo Gaspar (MDB), acabou provocando um mal-estar entre os filiados do partido comandado pelo secretário de Saúde da Capital.

Para tentar apagar o incêndio provocado por ele mesmo, Rui enviou um “bombeiro” para tentar acalmar Nonô, que não esconde mais sua insatisfação. O interlocutor do prefeito de Maceió tentou convencer o experiente político de que tudo foi um mal-entendido.

Mas, ao que parece, a investida do prefeito não deu certo, pois, o DEM segue negociando com outras legendas que fazem oposição a atual gestão municipal.

Segundo informações de bastidores, o deputado estadual Davi Maia, presidente do diretório municipal do DEM, já teria convencido Nonô a não levar a legenda para apoiar a candidatura do MDB. Maia trabalha para ser indicado como pré-candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo deputado federal JHC (PSB).

Outra opção dada por Davi Maia é tentar trazer Rui Palmeira de volta para seu grupo político para que a vaga de vice seja indicada por ele. No entanto, o prefeito já sinalizou que essa possibilidade está descartada e o apoio à Alfredo Gaspar é irrevogável.

Enquanto nada se define, Nonô segue suas atividades como secretário municipal de Saúde e, no tempo livre, tenta “vender” o DEM para o grupo que seja mais viável.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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