Politicando
Ânimos ficam acirrados em Marechal Deodoro com tentativa de rasteira em aliança política
Prefeito Cacau usa influência com Arthur Lira para tentar fritar Neilson Super Giro e evitar aliança com Júnior Damaso
A força da aliança entre Júnior Dâmaso e o empresário Neilson Super Giro, que tem grandes chances de levar a eleição em Marechal Deodoro está passando por uma prova de fogo. O atual prefeito, Cláudio Roberto Ayres da Costa, o Cacau, está usando a influência do sogro, Sérgio Toledo, junto ao deputado Arthur Lira, que comanda o PP, partido do empresário, para dar uma rasteira no novo grupo político, que esta semana já discutia a lista dos candidatos à Câmara Municipal.
A intenção de Cacau é fritar Neilson Super Giro, que foi seu aliado até meses atrás, quando o empresário se aproximou do filho do ex-prefeito Danilo Dâmaso, ainda muito lembrado e querido no município, mesmo oito anos depois de ter falecido. Para evitar a formação dessa chapa, Cacau demonstrou que vale tudo: junto a Arthur Lira, ele conseguiu destituir o empresário da presidência do diretório municipal do PP.
Cacau quer mostrar que apenas ele tem poder para colocar as cartas na mesa. Ele quer o apoio do PP à sua reeleição e em um ato soberbo, chegou a mandar recado para Neilson e o irmão dele, Ned Super Giro, que é candidato para o terceiro mandato como vereador. O prefeito disse que “tudo vai ficar bem”, caso o empresário volte atrás na aliança com Júnior Dâmaso. Disse até mesmo que devolve a presidência municipal do PP caso isso aconteça.
Mas, segundo informações, Neilson Super Giro afirma ser homem de palavra. “Apertei a mão de Júnior Dâmaso e não volto atrás”, disse. Eles seguem juntos e continuam trabalhando em busca de apoios políticos, como o do deputado Antônio Albuquerque, que posou junto com eles para foto publicadas em suas redes sociais.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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