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Outdoors contra a esquerda querem polarizar eleições na Capital e antecipam disputa presidencial

Eleição de 2022 está aparecendo mais que pleito municipal deste ano

16/10/2020 18h06
Outdoors contra a esquerda querem polarizar eleições na Capital e antecipam disputa presidencial

Quem anda por Maceió já notou que vários outdoors estão espalhados pela cidade acusando a esquerda de ser a favor de temas polêmicos, como a legalização da maconha e do aborto. O assunto foi parar na Justiça Eleitoral e candidatos utilizam o debate na tentativa de polarizar a disputa pela prefeitura de Maceió.

Dos 11 candidatos na disputa majoritária da Capital, 03 são da esquerda: Ricardo Barbosa (PT), Lenilda Luna (UP) e Valéria Correia (Psol). Os dois primeiros ingressaram com representação judicial solicitando a retirada das peças publicitárias das ruas da cidade.

Embora a discussão seja local, os interesses vão além e visam a campanha presidencial de 2022. O objetivo é desestruturar o PT em Maceió, já que nas últimas eleições o candidato indicado pelo ex-presidente Lula, Fernando Haddad, foi o mais votado da Capital.

Vale lembrar que os candidatos da esquerda juntos não somam sequer 5% do eleitorado de Maceió.

Os outdoors são considerados ofensivos e envolvem temas que envolvem até crianças. “Esquerda nunca mais. Não vote em quem ameaça seus filhos”. Na denúncia apresentada pelo Psol, os advogados da legenda alegam que os anúncios se enquadram como crimes eleitorais e cíveis, como também delitos penais.

A verdade é que a campanha presidencial de 2022 já foi iniciada e está se sobrepondo as eleições municipais deste ano.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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