Politicando
Aliados, Davi Filho e Nonô trocam farpas nas redes sociais
Ataques à gestão da Saúde podem decidir os nomes que irão para o segundo turno em Maceió
O candidato à prefeitura de Maceió Davi Filho (Progressistas) passou a atacar seu padrinho político e aliado, José Tomaz Nonô (DEM). As investidas contra a gestão da Saúde municipal saíram do guia eleitoral e foram parar nas redes sociais.
“A nossa gente dorme nas filas dos postos de saúde para tentar uma consulta. Vejo de perto o sofrimento do nosso povo. Vamos acabar com o CORA e criar um novo sistema de marcação de consultas”, disse Davi Filho em visita a um bairro periférico da Capital.
Sem citar nomes, Nonô retrucou com ironia às críticas ao sistema de marcação de consultas, cirurgias e demais procedimentos. “Ninguém vai acabar com o CORA. O CORA é um sistema federal, mas que está obsoleto. No dia dois de novembro, dia de finados, o CORA morre. Em seu lugar vai ter um outro sistema, moderno, desenvolvido aqui pelo nosso pessoal de informática, em parceria com uma multinacional”, revelou o secretário municipal de Saúde.
Embora não apoie o candidato do prefeito Rui Palmeira (sem partido), Nonô – que coligou o partido que preside com a chapa de Davi Filho – já mostrou que não deixará de defender a pasta que está no comando há mais de três anos.
A troca de farpas entre os aliados pode gerar desgaste para a campanha de Davi Filho, podendo refletir nas pesquisas. Caso o deputado estadual não consiga evoluir no próximo levantamento registrado, pode dar adeus ao sonho de ir para o segundo turno.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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