Politicando
Postagem do chefe do MP sobre eleições gera mal estar em Maceió
Márcio Roberto usou suas redes sociais para criticar JHC
O procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório, usou suas redes sociais para criticar um dos candidatos à prefeitura de Maceió. O posicionamento do chefe do Ministério Público Estadual (MPE) repercutiu de forma negativa e levantou questionamentos sobre a imparcialidade da instituição.
JHC (PSB) foi o alvo do PGJ, que revelou a falta de reconhecimento ao seu adversário político, Alfredo Gaspar (MDB), enquanto chefe do MPE. “JHC esqueceu a sua merecida ação, por certo esquecerá as promessas de campanha rapidinho. Cidadão: Marcio Roberto”.
O comentário é em razão de uma medalha de mérito entregue na Câmara Federal – por indicação do deputado JHC – à Alfredo Gaspar.
Mesmo que Márcio Roberto tenha assinado o seu comentário como “cidadão”, ele acaba colocando a imagem e a credibilidade da instituição que comanda em risco. Isso porque o Ministério Público Estadual é o responsável por fiscalizar gestores públicos.
Com a crítica ao candidato JHC, Márcio Roberto se posiciona indiretamente em favor de Alfredo Gaspar – seu ex-companheiro de trabalho. Mas acontece que o chefe do MPE teria imparcialidade ao investigar um aliado político e ex-colega de trabalho?
Ao jornalista Ricardo Mota, Márcio Roberto disse que seu comentário é pessoal e que não envolve o MPE. “Eu tenho posição pessoal e não nego o que eu faço. Falei em meu nome, e não em nome da instituição”, destacou.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do MPE para saber se a instituição irá se pronunciar oficialmente sobre o comentário político do PGJ. A informação foi de que “ele está em férias” e que tentaria contato. Até o fechamento da matéria, a assessoria não retornou.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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