Politicando
Onda bolsonarista “falha” e candidatos da direita não conseguem se eleger em Maceió
Candidatos que se apoiaram na figura do presidente da República não saíram vitoriosos da eleição
Quem pensou que usar a imagem do presidente da República, Jair Bolsonaro, seria fator decisivo para vencer a eleição para o cargo de vereador por Maceió, se enganou. Diversos políticos entraram na “onda bolsonarista”, mas acabaram naufragando, antes mesmo do fim do processo eleitoral.
Somente no antigo partido de Bolsonaro, o PSL, foram 38 candidaturas registradas. Já o recém-criado Patriota, que também segue a ideologia política do presidente, entrou na disputa com 10 candidatos.
Nem mesmo o policial federal Flávio Moreno (PSL) que fez toda sua campanha na sombra de Bolsonaro, conseguiu ter uma votação expressiva que garantisse um mandato na Câmara de Vereadores ou que o reconhecesse – pelo menos – como uma importante liderança política da Capital. Ele obteve 3.585.
Por outro lado, filiado ao PSD, usando o slogan “Deus, pátria e família”, e se intitulando nas redes sociais como “católico, conservador, ativista político e fundador de movimentos de rua”, Leonardo Dias foi eleito vereador com 3.777 votos. Ele também usou a figura de Bolsonaro durante sua campanha política.
O chamado “fenômeno Bolsonaro” resultou positivamente apenas para um político em Alagoas. Cabo Bebeto (PTC), que já foi derrotado em eleições anteriores para o cargo de vereador, conseguiu ser eleito com 31.573 votos – a maioria, na Capital. Há quem diga, inclusive, que ele “é político de apenas um mandato”.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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