Politicando
Bolsonaro negocia cargos no Governo para ajudar eleição de Arthur Lira para a presidência da Câmara
Quatro ministros do STF votaram favoráveis pela reeleição na Câmara e no Senado
Com a possível derrota no julgamento iniciado nesta sexta-feira (04) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de reeleição para os cargos de presidente da Câmara dos Deputados e Senado Federal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) irá negociar cargos no governo visando a disputa que acontece em fevereiro de 2021.
Bolsonaro já iniciou as articulações para oferecer cargos no governo com o objetivo de garantir a vitória do deputado federal Arthur Lira (Progressistas) para a Câmara dos Deputados.
Através de julgamento virtual, quatro ministros votaram a favor da possibilidade de que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), concorram novamente para o comando das casas.
Ao votar a favor da possibilidade de reeleição, o relator, ministro Gilmar Mendes, justificou que o Congresso deve ter autonomia para analisar seus assuntos internos. Ele foi acompanhado no voto pelos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes.
Já o ministro Nunes Marques entendeu que a reeleição só é possível uma única vez, independente de ser dentro de uma mesma legislatura ou de uma nova. O voto dele impediria uma nova reeleição de Maia (já reeleito em 2019), mas autorizaria se Alcolumbre - por ter a primeira eleição em 2019.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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