Politicando
“Índice de traição” deverá favorecer Arthur Lira na eleição para presidência da Câmara
Votação é secreta e parte dos deputados não devem seguir orientação de seus partidos
Impossibilitado de disputar a reeleição, o atual presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já definiu o deputado do MDB-RJ, Baleia Rossi, como seu candidato à sucessão. Ele já tem maioria e agora trabalha para que partidos de esquerda se aliem ao projeto de permanência do seu grupo político no comando da Casa.
Já o deputado alagoano Arthur Lira (Progressistas), vem ganhando o apoio de bolsonaristas e afastando cada vez mais as legendas de esquerda. Ele foi o primeiro a iniciar as negociações e oficializar sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados.
Apesar de ter o apoio do Palácio do Planalto - que tem oferecido cargos e recursos orçamentários em troca de votos -, Lira tem outro fator que deverá ser favorável para decidir a eleição para a presidência da Câmara: o “índice de traição”.
Natural no meio político, “o índice de traição” abre vantagem para Arthur Lira, já que a votação para a presidência é secreta, e muitos Deputados tendem a não seguir a recomendação de voto de suas legendas.
Embora possa ser favorável para o deputado alagoano, o fator “traição” na hora do voto é certo para as duas frentes políticas que disputam a presidência da Câmara Federal.
A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados ocorrerá em 1º de fevereiro de 2021, marcando o dia da abertura da 3ª Sessão da 56ª Legislatura do Congresso Nacional.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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