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Deputados estaduais discutem politização de ações sobre a Covid-19 em Alagoas

Debate foi iniciado sobre avaliação da necessidade de decretar toque de recolher em Maceió

05/03/2021 15h03
Deputados estaduais discutem politização de ações sobre a Covid-19 em Alagoas

O deputado estadual Ronaldo Medeiros (MDB) lamentou a politização das ações sobre a Covid-19, durante discussão entre parlamentares que se posicionaram a favor e contra uma possível necessidade de o governo de Alagoas decretar lockdown para tentar frear o avanço de casos e o número de mortes em Alagoas. O debate ocorreu na sessão ordinária dessa quinta-feira (04).

“Infelizmente, a Covid foi politizada. Ninguém está olhando vidas neste momento, nem a saúde do brasileiro”, disse Medeiros ao concorda com fala do deputado estadual Francisco Tenório (PMN). Tenório alegou que não vê sentindo em decretar toque de recolher na Capital.

Ainda de acordo com Ronaldo Medeiros, os hospitais particulares de Maceió já não oferecem mais vagas para casos de Covid-19. “Podemos discordar do Governo (de Alagoas), e eu tenho algumas discordâncias, mas na Saúde houve várias ações. É importante essa cobrança da Assembleia, mas temos que destacar que, não fossem essas novas vagas abertas, com certeza Alagoas estaria lamentando mais mortes”, pontuou.

Também participaram do debate o líder do governo na Casa de Tavares Bastos, Sílvio Camelo (PV) e o deputado estadual Cabo Bebeto (PTC), seguidor da ideologia política defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Bebeto chegou a cobrar a reabertura do Hospital de Campanha de Maceió. Já Camelo assegurou que medidas extremas, como o lockdown, não serão necessárias, pelo menos nesse primeiro momento. “Restringindo cada vez mais. Não será aplicado um lockdown logo de início, porque seria uma atitude extrema. Como Alagoas, segundo as pesquisas, tem sido um dos estados com menor ocupação de leitos, não se faz necessário um lockdown”, concluiu.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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